A hora de superar Atenas

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O desafio está lançado. Em Pequim, além de contar com a maior delegação da história da participação brasileira em Jogos Olímpicos (277 atletas, 30 a mais do que em Atenas/2004), o Brasil pretende conquistar diversas medalhas e, conseqüentemente, obter o melhor desempenho de sua história.

Em termos qualitativos, o Brasil apresentou melhores resultados nas Olímpiadas de Atenas. Foram dez medalhas, sendo cinco de ouro (duas na vela, uma no vôlei, uma no hipismo e uma no vôlei de praia), duas de prata (futebol feminino e vôlei de praia) e três de bronze (duas no judô e uma na maratona, com a polêmica conquista de Vanderlei Cordeiro de Lima, que levaria a medalha de ouro se o ex-padre irlandês, Cornelius Horan, não invadisse a pista no 36° km e o agarrasse).
Em contrapartida, quando fala-se em número de medalhas, a melhor campanha foi em Atlanta/1996. Na terra do Tio Sam, os brasileiros ganharam 15 medalhas, sendo três de ouro, três de prata e nove de bronze.
A maior decepção em Jogos Olímpicos foi, talvez, em Sydney/2000. Contando com uma  delegação de 205 atletas e a esperança de muitas medalhas, sobretudo o ouro, o Brasil decepcionou ao não ter o hino nacional tocado sequer uma vez na Austrália - pela primeira vez desde Montreal/1976. Foram doze medalhas no total - na época, a melhor marca de toda a história -, sendo seis medalhas de prata e seis de bronze. No entanto, muitas delas eram para ser douradas, como nos casos do cavaleiro Rodrigo Pessoa, das duplas masculina e feminina do vôlei de praia, do futebol masculino (trágica derrota para a seleção de Camarões) e do velejador Robert Scheidt na classe Laser.
Dentre todas as modalidades, a Vela é a recordista de medalhas, 14 no total (seis ouros, duas pratas e seis bronzes). Os maiores vencedores são Torben Grael e Marcelo Ferreira (que venceram juntos na classe Star) e Robert Scheidt, com duas medalhas de ouro cada. Torben é, também, o brasileiro com o maior número de medalhas olímpicas, somando cinco conquistas em seis participações. Além das duas de ouro (em 1996 e 2004), o velejador ganhou uma prata em 1984 e dois bronzes (em 1988 e 2000).
A vice-liderança está com o Atletismo, que conta com 13 medalhas (três ouros, quatro pratas e seis bronzes). O destaque da modalidade fica por conta do triplista Adhemar Ferreira da Silva, campeão em Helsinque/1952 e Melbourne/1956
O terceiro posto pertence ao Judô, mas que segue próximo ao Atletismo, com 12 medalhas (dois ouros, três pratas e sete bronzes). Entretanto, nas últimas seis Olimpíadas, o judô brasileiro conquistou, pelo menos, uma medalha. A tendência é que a modalidade assuma a segunda colocação do ranking verde-amarelo após os Jogos de Pequim, pois conta com três campeões mundiais; João Derly na categoria meio-leve, Tiago Camilo na meio-médio e Luciano Corrêa na meio-pesado.

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