Emprego formal já ultrapassa 1,5 milhão de vagas em 2008

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A economia brasileira gerou 1,564.606 novos empregos nos sete primeiros meses de 2008, elevando o estoque de empregos formais em 5,4%. Desde a criação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho não se verificava um índice tão alto, situando-se 27% acima do melhor desempenho registrado em 2004 (1.236.689 postos ou 5,30%).

Só em julho, foram implantados 203.218 novos postos de trabalho, crescimento de 0,67% em relação a junho. Os dados foram divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que desatacou que o resultado é expressivo, já que no mês de julho se verifica, historicamente, uma desacelaração da geração de empregos se comparado a junho. “É um número muito forte para economia e mostra que o Brasil está muito bem, a renda média do trabalhador brasileiro aumentou nos últimos cinco anos, fortalecendo a economia, aumentando o poder de compra e distribuindo renda. Não falta produtos no Brasil, as empresas seguem contratando os trabalhadores para aumentar a sua produção”, afirma Lupi.
O resultado do sétimo mês deste ano é também 60% superior ao número de empregos gerados em julho de 2007 (126.992 postos). Nos primeiros sete meses de 2008, o estoque de empregos formais elevou-se em 5,4%, representando o incremento de 1.564.606 postos de trabalho, o maior saldo registrado nesse período em todos os anos da série do Caged, Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu +6,86% ou +1.959.503 postos, resultado que se revelou mais favorável que o ocorrido no mesmo período do ano anterior (+4,99%, ou +1.373.026 empregos formais). “Tenho certeza que bateremos a marca de 2 milhões de pessoas com carteira assinada em 2008”, destacou o ministro.

Setores

O desempenho expressivo do emprego em julho de 2008 derivou da elevação de todos os setores de atividade econômica. Em números absolutos, os que mais colaboraram no resultado atingido foram os setores de Serviços, a Agropecuária, a Indústria de Transformação e a Construção Civil.
O setor de Serviços criou 51.292 (+0,43%) empregos, resultado superado, em termos absolutos, apenas pelo ocorrido em 2006 (+52.118 postos ou 0,49%). Ao setor Agrícola coube a geração de 44.940 postos de trabalho, ou crescimento de 2,60% no estoque de emprego, resultados superados apenas pelo mês de julho de 2004 (+55.155 postos ou +3,40%).
Os dados da Indústria de Transformação registraram criação de 37.495 novos empregos (+0,51%), o segundo melhor resultado do período na série do Caged, ultrapassado somente pelo mês de julho de 2004 (+56.027 postos ou +0,93%). Dos 12 ramos integrantes do setor, 11 exibiram expansão, dos quais 5 apresentaram saldo recorde.
A Construção Civil continua apresentando desempenho recorde. Em julho, com a criação de 35.078 postos de trabalho (+2,03%) superou em 85,63% o saldo verificado no mês de julho de 2007 (+18.896 postos ou + 1,30%) e em 42,36% o recorde anterior para o mês, ocorrido em 2006 (+24.640 postos ou +1,83%).

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