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- agosto 25, 2008
EMEF Mário Covas Jr.

A Escola Municipal Mário Covas Jr. faz juz à importância de seu patrono na história política do País. Localizada no Parque das Bandeiras, não será surpresa para professores e diretores que, em breve, sejam noticiados que ex-alunos se destaquem na área que hoje sonham em atuar. Isso graças ao trabalho realizado no local, que se destaca pela qualidade e pela integração dos projetos desenvolvidos.
O trabalho não é fácil, afinal, são cerca de 1.100 alunos estudando na escola, do 1º ao 9º ano, uma classe para alunos portadores de necessidades especiais, além das duas classes do Núcleo de Alfabetização e uma do EJA (Ensino para Jovens e Adolescentes). Com eles, mais cerca de 55 professores formam uma “grande família”, como define a diretora Silvia Maria Barros da Silva Oliveira, que trabalha no local há 4 anos.
Entre as últimas novidades, está a classe de informática da ETEC, situada dentro da escola para os moradores da Área Continental. A parceria da Prefeitura com o Escolástica Rosa, além de permitir o ensino profissionalizante para aqueles que já concluíram o Ensino Médio, também possibilita que os estudantes da Emef tenham contato e aprendam mais com os computadores.
A palavra chave do trabalho na escola é integração. Entre alunos, professores, projetos, ou com o mundo lá fora, todos parecem estar interligados com a aprendizagem. Passeando na escola, paredes com trabalhos sobre o Centenário da Imigração Japonesa, ou sobre as Olímpiadas, mostram que os alunos estão “antenados” com os últimos acontecimentos.
A integração entre alunos e professores também é nítida. Estudantes do 6º ao 9º ano que se destacam na sala de aula, por exemplo, voltam para a escola fora do seu horário de aula para auxiliar no aprendizados dos alunos menores. São os “monitores da alfabetização”. “Eles vêm com muito gosto para a escola e ajudam as professoras, com aqueles que têm mais dificuldades”, conta a diretora Silvia Maria.
Esses alunos com dificuldade de aprendizagem também tem o suporte duas vezes por semana de fonoaudiólogas e psicológas do Daap da Área Continental. “Elas atendem os alunos, juntamente com os pais, e tem melhorado muito o seu aproveitamento e rendimento em sala”.
Mas o grande diferencial são os projetos desenvolvidos pelos professores com os alunos.
Alguns, já estão ganhando notoriedade em toda Região, como é o caso do “Coral de Vozes Vicentina” e o “Eu jogo xadrez” (ver matéria abaixo). Outros auxiliam os alunos sobre importantes temas. Projetos como “Aprendiz de Turismo” e o “I Papo” conscientizam os estudantes sobre a importância do turismo, com trabalhos sobre os pontos turísticos da Cidade, por exemplo.
“Esses trabalhos são coordenados pelo professor Evandro e André Luiz, respectivamente, em parceria com a Universidade de São Paulo”, explica Silvia. “Eles elaboram maquetes, coletam dados, visitam pontos turísticos, tudo visando incentivar e conscientizar sobre a importância deles para nossa Cidade”.
Outro projeto que está dando resultados é o de Leitura, incentivado por todos os professores em todas as classes. Todas são equipadas com o “Cantinho da Leitura”, para que possam fazer exercícios de leitura e interpretação de texto. Além disso, dentro da escola funciona a Biblioteca Municipal da Área Continental Júlio César. “Além de ser um local de consulta para todos da região, os professores estão sempre se atualizando e os estudantes usam muito esse espaço”, explica a diretora.
Para conseguir esclarecer desde cedo suas dúvidas sobre o futuro profissional e o mercado de trabalho, a Emef Mário Covas trabalha com o projeto Rumos. Com a parceria com a Etec, eles utilizam o laboratório para fazer pesquisas, orientações vocacionais, além das visitas realizadas ao Sesi e ao Senai. “Eles são jovens, mas muitos têm maturidade e acabam dando um grande avanço nessa difícil e importante escolha”, diz.
Esse é o principal objetivo da diretora Silvia. “Acho que o sonho de toda diretora é ver melhorar a qualidade de ensino e o aluno lá na frente em uma boa profissão”. Ela ressalta a parceria com os pais que “participam dos projetos e também exigem qualidade”, e afirma que o trabalho é gratificante no final do dia. “Aqui passa a ser a nossa família. É muito bom chegar no fim do dia e ouvir um “vai com deus”, “até amanhã”. Todo dia plantamos sementes que vão ser colhidas no futuro”, diz.



