Editorial
- agosto 25, 2008
Ordem e progresso?
A maioria da população está excluída da Internet. Apenas 17% da população mundial (1,1 bilhão de pessoas) tem acesso à grande rede. De quem é a culpa?
No Brasil, as classes C, D e E (76% da população) tem pouco acesso à informação - apenas 9,3%, segundo pesquisa do Ibope. Já foi provado e comprovado por inúmeras vezes que a Educação é a base para o crescimento de um país e, mesmo assim, esse quadro evolui lentamente em terras brasileiras. Somando o número de analfabetos e analfabetos funcionais chegamos a 49 milhões de pessoas, pouco mais que 1/4 da população brasileira - um número alarmante que precisa ser visto com olhar crítico.
Informação, velocidade, desenvolvimento, capitalismo. Palavras cada vez mais utilizadas pelas pessoas no dia-a-dia, ou melhor, por pessoas que tem acesso à Internet. No meio dessa evolução desigual - uns com informação, outros, sem -, um dos fatores preocupantes são os chefes de estado. Os governantes, de uma forma geral, estão preocupados com o crescimento de seus respectivos países, mas usam um método, digamos, politicamente incorreto para tal crescimento. A preocupação em descobrir uma tecnologia mais avançada, por exemplo, vence a vontade de acabar com a fome, exterminar epidemias e, principalmente, incluir quem está fora deste Mundo digitalizado.
Como vencer todas as desigualdades? Inclusão digital, talvez a resposta comece aí.
Por meio da grande rede, o indivíduo adquire mais cultura, isso é fato, não há como negar. Cidadão cada vez mais informado e atento ao que acontece à sua volta pode fazer a diferença. O Poder Político sendo contestado pelo povo - e com argumentações mais sólidas, afinal, um cidadão instruído possui facilidade para debater idéias.
Educação e Internet podem - e devem - andar lado a lado para o bem da humanidade. O panorama atual até pode ser mudado, mas, infelizmente, não depende só de nós. Depende de pessoas pouco confiáveis, principalmente quando tratamos de República Federativa do Brasil.





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