Fala Povo
- agosto 28, 2008
A propaganda política nas ruas influencia o seu voto?
Objetivando a conquista de mais votos no dia 5 de outubro, os políticos saem às ruas. Entretanto, essa presença não é física. Pelo contrário, papéis, banners, faixas, muros e sons estão espalhados pela Cidade e tentam convencer o eleitor
a cravar seu voto e, às vezes, até mudá-lo.
A cena já tornou-se comum. O vicentino caminha pela Cidade e, enquanto não chega ao seu destino, recebe dezenas de papéis pelo caminho, os tradicionais “santinhos políticos”. Em meio a essa distribuição incessante, carros de sons transitam e ecoam mensagens, músicas e, até, paródias. Quando o semáforo acende a luz vermelha, faixas são estendidas por cabos eleitorais. E ao atravessar a rua, o eleitor avista muros com o nome do candidato e seu respectivo número, completando assim o pacote eleitoral.
Baseado nisso, o JV foi às ruas para averigüar se a população vicentina é influenciada por esse turbilhão de informações. As respostas foram quase unânimes: esse processo de divulgação não parece convencer o eleitor. A seguir, leia as respostas:
“Eu acho que a propaganda política não contribuiu para o meu voto, pois são muitas propagandas espalhadas por aí. Ela só pode influenciar quando é bem feita, a partir do momento que o eleitor passa a conhecer o perfil do candidato, sua história e seu projetos”, avalia Elisabeth da Silva Oliveira, moradora do Parque São Vicente.
Julia Graziela Cristina de Souza, que reside na Área Continental, já acredita que as propagandas influenciam em seu voto. “Com certeza. Por meio das propagandas, posso analisar se o candidato tem caráter e quais projetos ele desenvolve.”
Já Rogério França de Almeida, morador do Humaitá, confessa que não dedica atenção às propagandas de rua. “Acredito que não interfira. Eu, particularmente, já tenho o meu candidato. Pego as propagandas e, depois, acabo jogando fora”, conta.
“De jeito nenhum. Eu não analiso meu candidato por papéis, mas, sim, por seu passado e projetos”, disse Meubi Domeniconi, moradora do Gonzaguinha.
Para Wilson Moreira, que reside na Praia Grande, há muita promessa e pouco trabalho “Não me influencia. Eu voto pelos projetos que os candidatos fazem, visto que muitos deles prometem e não cumprem”, analisa.
Graziela de Azevedo, moradora do Jardim Rio Branco, também não sente-se influenciada e, ainda, ressalta a poluição causada pelas propagandas. “Não influencia o meu voto, até por que já tenho meus candidatos escolhidos. Esses papéis, por exemplo, só servem para sujar a Cidade, pois todos pegam, amassam e jogam fora, muitas vezes na própria rua.”
“Não influencia de maneira alguma. Isso me aborrece. Eles precisam arrumar outra maneira de divulgar seus trabalhos”, disse Alberto Riter.
Domiciano Gomes, que reside em Santos, “Acredito que não influencie. Residindo na cidade e avalio tudo que o político fez por ela.
Já Leticia Salgado que, também, reside em Santos, as propagandas não são eficientes. “De forma alguma. Essas propagandas não interferem na minha opinião final”, comenta.
“Não decide o meu voto, até por que se pudesse, eu nem votaria”, essa é a opinião de Roberto Conceição, residente da Vila Margarida.
Para Rosália da Fonseca, moradora da Vila Voturuá, a propaganda é ineficaz. “Não influencia, visto que analiso meu candidato a partir do caráter e não por papéis ou músicas de rua.”
“Não tem influência no meu voto. Acredito que não dê para analisar os candidatos por essas propagandas. Moro em Santos, voto aqui e já tenho o meu candidato definido há muito tempo”, disse José Cabral Pereira Júnior, que reside em Santos.





1 Comentário para “A propaganda política nas ruas influencia o seu voto?”
a propaganda bem feita com certeza influencia.
seja ela na rua,radio ou tv.
principalmente pq ninguem conhece ninguem.pra vc saber sobre os candidatos é necessario a divulgação.nisto entra a propaganda.so pra ter uma ideia qts vezes lula perdeu na politica? o q fez ele ganhar?isso basta,pra ver que uma boa publicidade influencia muita na mente das pessoas
Por claudio antonio de almeida em jul 13, 2010