Professores em greve

Professores da rede pública de pelo menos 11 estados no Brasil paralisam suas atividades. Se vão retornar às atividades hoje, ou daqui há uma semana, não se sabe.

A única certeza é que somente assim, a população perceberá nitidamente o quanto é dado prioridade à educação do País, ao contrário do que é dito nas atuais campanhas eleitorais.
O problema é que dois meses após a sanção da lei que estabelece o piso nacional para professores de R$ 950,00, muitos estados estão alegando não ter dinheiro para arcar os custos. O nosso estado de São Paulo, além do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, são as principais forças contra a lei. Dizem inclusive que com o pagamento desse salário (R$  950,00) para os responsáveis pela formação educacional do Brasil de amanhã, os estados podem ir à falência.
O texto da lei estabelece que o novo piso seja implantado gradualmente a partir de janeiro de 2009. O principal questionamento dos estados é com relação a um artigo que aumenta de 20% para 33% a carga horária de atividades extraclasse dos professores, o que exigirá a contratação de novos profissionais para atuar em sala.
O que foi conquistado com tanto sacríficio por esses profissionais, que são extremamente desvalorizados no Brasil, pode não sair do papel. A luta é válida, porque somente dessa forma é que se pode melhor o ensino público deficiente que a população encontra nas escolas. É nesse momento de promessas, propostas, campanhas que os eleitores devem estar atentos a quem está realmente do lado dos professores e da educação.

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