Política renovada

Uma política bela e sensível. Adjetivos estranhos para os governos nacionais, uma vez que a palavra ‘política’ tem um ruído desagradável em terras verde-amarelas. Entretanto, a presença feminina nas câmaras municipais é cada vez maior. E em 2008, a força da mulher fica ainda mais evidente.

Há quatro anos, o Brasil até contava com um número significativo, mas obteve poucos êxitos após o apuramento das urnas. Nas últimas eleições apenas Luizianne Lins saiu vitoriosa, em Fortaleza.
Este ano, no entanto, as mulheres podem mudar o quadro desfavorável a elas nas capitais. Atualmente, há quatro mulheres liderando a disputa para as prefeituras, segundo o Datafolha e o Ibope. Outras seis aparecem em segundo lugar - em Porto Alegre, inclusive, duas disputam uma vaga no segundo turno.
Em Natal, a vitória feminina é dada como certa. Segundo o Ibope, Micarla de Sousa tem 50%. Em segundo aparece a candidata Fátima Bezerra, com 25%. A dispusta na cidade Belém mostra-se mais acirrada. Valéria Pires Franco aparece na primeira posição, mas empatada tecnicamente com Duciomar Costa, que tem a seu favor o fato de concorrer à reeleição. De qualquer forma, mais uma mulher desponta com uma grande quantidade de votos.
Já em São Paulo, Marta Suplicy é a favorita e vê os dois rivais, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab, lutarem pela segunda posição. Em 2001, a candidata recebeu 58% dos votos paulistanos. Na época, disputou o segundo turno com o famoso - e polêmico - Paulo Maluf e sagrou-se vitoriosa.
Contudo, a ‘onda cor-de-rosa’ não atinge apenas o Brasil. Na vizinha Argentina, em 2007, Cristina Fernández de Kirchner foi eleita presidente por nossos hermanos. E com uma larga vantagem no primeiro turno, diga-se de passagem.
Ao que parece, os machistas de plantão terão que se contentar com a presença feminina em mais um setor. E cá entre nós, a política brasileira precisa de renovação e novas idéias. Agora é que são elas.

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