RADAR ELETRÔNICO – Uma realidade no cotidiano dos motoristas

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O radar eletrônico está cada vez mais presente no dia-a-dia dos motoristas. Com a capacidade de fotografar um veículo com nitidez há cerca de 100 metros de distância, o condutor é flagrado pela fotografia, independentemente da velocidade.

Ultrapassar a velocidade permitida ou um sinal vermelho é sinônimo de multa e, às vezes, composto por uma punição pesada. As infrações por velocidade excessiva podem chegar a R$ 574,62 (R$ 191,54 x 3) e suspensão do direito de dirigir, quando o condutor ultrapassa a barreira de 50% da velocidade permitida, caracterizando-se assim como infração gravíssima. A infração grave custa R$ 127,69 (de 20 a 50%) e a média R$ 85,13 (até 20% acima da velocidade permitida). Já as infrações por avanço de sinal são consideradas gravíssimas e custam R$ 191,54 ao bolso do motorista.
O radar eletrônico está dividido em três categorias: radar fixo, avanço e lombada eletrônico. Confira a seguir quais são as semelhanças e diferenças entre os equipamentos:

Radar Fixo
Possui uma faixa – chamada retensão – no chão e, adiante, conta com ‘laços’ que são retângulos pretos que ficam sobre o asfalto. Os laços são individuais para cada segmento e o tempo percorrido nesse espaço entre uma linha e outra determina a velocidade que o equipamento está aferido (programado).
Os radares programados para uma velocidade máxima de até 100km/h possuem uma tolerância de 7 km/h, ou seja, caso o radar esteja fixado em 60 km/h, por exemplo, o motorista só será penalizado caso ultrapasse a velocidade de 68km/h.
Inicialmente, o radar é instalado, mas não começa a funcionar prontamente. Ele aguarda uma liberação e, após a autorização do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), funciona por cerca de uma semana como teste. Depois desse período, o radar começa a autuar os possíveis infratores.
Avanço
Possui apenas um fio por faixa de rolamento e é alimentado pelo estágio vermelho do semáforo. Quando ativado, o fio fica energizado e, caso o carro avance o semáforo, a câmera fotografa o infrator.
Lombada Eletrônica
Possui a mesma função do radar fixo (marca a velocidade). No entanto, conta com um display que exibe a velocidade para o condutor.
Os mitos eletrônicos
O condutor de carro que é penalizado pelo radar alega, muitas vezes, que não cometeu a infração. Ele diz que o seu veículo estava muito próximo ao veículo da frente e que, na verdade, foi este que acionou o radar. Entretanto, essa explicação não é plausível, visto que a faixa de rolamento determina com precisão qualquer velocidade, independentemente da distância entre os veículos.
Exemplificando: Um radar está aferido para 60 km/h em determinada via. O primeiro motorista passa por ele a 100 km/h e, logo em seguida, um motorista a 60 km/h. O radar irá autuar apenas o veículo que estiver acima da velocidade, mesmo que em uma foto ampla aparece os dois veículos lado a lado.
Outro mito que se ouve nas ruas é que a moto não é penalizada pelo radar fotográfico, pois a fiscalização só mede veículos com quatro rodas. Contudo, isso não passa de lenda urbana, uma vez que a fiscalização não é feita pelo número de rodas, mas, sim, pelo peso do veículo. Dessa forma, o único meio de transporte que passa ileso é a bicicleta.
“O condutor respeita o radar”
Para o secretário adjunto de Transportes e Manutenção Viária de São Vicente, Joaquim José Bernardes, a implantação dos radares na Cidade diminuiu o número de acidentes, tanto envolvendo veículos, quanto pedestres. “O condutor respeita o radar, pois o aparelho está à mostra, além do aviso do monitoramento em placas”. A legislação obriga a sinalização da existência de radar no local.
Bernardes conta que o fato de avisar o motorista sobre a existência do radar acaba atrapalhando a fiscalização. “Particularmente, acredito que isso seja incoerente, pois você não deveria avisar que o radar está no local”. O aviso nas rodovias, por exemplo, conta apenas com uma placa que indica que determinado trecho está fiscalizado eletronicamente, mas sem apontar qual trecho específico, causando assim uma dúvida no condutor, que permanece na velocidade menor por mais tempo.
“As pessoas que vêm de Santos para São Vicente costumam passar pela Avenida Padre Manoel da Nóbrega, o popular tapetão, em alta velocidade, pois sabem o ponto exato que existe a fiscalização eletrônica. Quando eles chegam próximo ao radar, diminuem a velocidade. Ou seja, esse motorista caminhou por quase um quilômetro acima da velocidade”, ressalta.
Em algumas cidades já estão sendo implantados radares que medem a velocidade por um percurso maior, justamente devido a esse problema. No entanto, São Vicente ainda não planeja contar com esses equipamentos. “Isso seria o ideal, mas São Vicente não tem essa pretensão, até por que são equipamentos caríssimos”.
O secretário adjunto ressalta, ainda, sobre a quantidade de radares instalados na Cidade. “No programa do prefeito licenciado, Tércio Garcia, nós atingimos os objetivos de monitoramento da cidade. Precisamos apenas melhorar o trânsito”.

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