Na contramão do progresso

Desigualdade social. É isso que se vê a cada dia mais no Brasil, na contramão do progresso econômico que o País caminha. Um bom exemplo disso é a análise da Sínteses de Índices Social, baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios (Pnad) 2007.

O estudo divulgado pelo IBGE mostrou que estão acentuadas as diferenças entre brancos e negros na última década.
O melhor setor para exemplificar essa diferença é a educação. A taxa de frequência das pessoas de cor preta e parda às instituições de ensino superior não alcançou, em 2007, o patamar que os brancos tinham dez anos antes. A diferença a favor dos brancos, em vez de diminuir, aumentou nesse período: em 1997, era 9,6 pontos percentuais aos 21 anos de idade, enquanto em 2007 esta diferença saltou para 15,8 pontos percentuais.
Em 1997, um a cada dez brancos (9,6%) tinha nível superior completo. Essa proporção era de um para cada 50 (2,2%) entre os de cor preta e parda. Em 2007, esses percentuais são de 13,4% e 4% respectivamente. Embora o número de pessoas que se consideram negras ou pardas representem quase metade da população brasileira, o índice não se reflete no acesos aos bens e serviços da sociedade.
Os números mostram que os programas sociais e as políticas de cotas para dimunir as desigualdades raciais não surtiram nenhum efeito. O que torna tão preocupante são as disparidades demonstradas na educação, que será responsável pelo encaminhamento dessas pessoas no futuro, ou seja, mais disparidades. Projetos devem ser revistos e novas ações precisam ser colocadas em prática para que essa abismo não se torne ainda maior na próxima década.

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