Brechas e mais brechas

Parece que os malefícios causados pelo cigarro ainda não foram compreendidos por todos os nossos políticos. Quando se há algum avanço, alguns teimam em dar uma freada nesse difícil combate.

Um exemplo é a proibição do fumo em ambientes fechados. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) previa a votação de um projeto de lei que veta o fumo, mas a proposta pode ser abrandada antes de passar pelo crivo dos senadores.
O projeto de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) estabelece a proibição “do uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer produto fumígero, derivado ou não de tabaco, em ambiente fechado, público ou privado”. Mas não foi votada graças a sugestão do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que também proíbe, mas cria uma espécie de transição para tal medida.
A proposta veta o fumo em recintos que exerçam atividades voltadas à saúde e educação e em ambientes coletivos como prédios comerciais, industriais, casas de espetáculos, shoppings, aeroportos e restaurantes. Assim, abre brechas para outros locais como estabelecimentos com áreas abertas, como varandas, calçadas, terraços e balcões externos.
A verdade é que na teoria seria uma ótima idéia fazer uma política de combate ao fumo, mas já é mais do que provado que as leis são difiíceis de serem seguidas à regra, ainda mais se criarem brechas como esta. Não se sabe também se isso não é mais uma cedida à pressão dos fabricantes de cigarrro, escondidos no lema sobre geração de empregos. A verdade é que o cigarro mata milhares de pessoas diariamente. A idéia não é demonizar os fumantes, porque eles são vítimas da indústria e do vício, mas sim ajudá-los, bem como todos os fumantes passivos que sofrem diariamente com esse mal.

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