EXPLOSÃO URBANA

Enquanto os grandes edifícios residenciais tomam conta de Centro e Praias, dividindo espaço com o forte comércio vicentino, aumenta procura por casas sobrepostas e sobrados residenciais nos bairros de São Vicente.
Por todos os lados uma nova construção ou reforma. Essa é São Vicente que, em pouco tempo, vem ganhando novo visual. Enquanto grandes empreendimentos imobiliários dividem espaço com o forte comércio no Centro e na Praia, muitas pessoas partem para dentro dos bairros, que registram enorme procura por residências agrupadas.
De acordo com dados da Secretaria de Obras, Meio-Ambiente, Ciências e Tecnologia (Seobam) de São Vicente, em 2008 já foram dados 257 alvarás de construção e 743 cartas de habitação na Cidade, que são dadas quando a obra já está concluída.
“Esse crescimento é visível, principalmente nos últimos três anos”, diz a diretora de Obras, Maria Célia Hafiz. “Todos os setores estão crescendo. Os prédios mais altos ficam no Centro, mesmo que haja também construção em outros locais, como no Jóquei e na Área Continental”, explica. “Quem procura mais tranquilidade compra uma casa nos bairros”, completa.
Maria Célia atribuiu como um dos motivos da alta procura por investimentos em São Vicente, os bons indíces urbanísticos da Cidade. Uma das facilidades encontradas pelo construtor é a Lei Complementar nº 511, que garante isenção de IPTU para imóveis construídos em empreendimentos com mais de oito unidades habitacionais por dois anos ou até a ocupação da unidade.
“Nosso interesse é que a Cidade cresça, não queremos colocar empecilho. Enquanto em outros lugares os projetos chegam a demorar até seis meses, aqui, se estiver tudo certo e dentro da Lei, conseguimos aprovar em até dez dias”, conta a diretora de Obras.
Os números impressionam. Vários projetos de edifícios residenciais estão em andamento, como os localizados na Rua Onze de Junho, esquina com Pero Correa (72 unidades - 18 pavimentos), Avenida Senador Salgado Filho (300 unidades - 7 pavimentos), Rua Freitas Guimarães (40 unidades - 10 pavimentos), Rua Frei Gaspar (15 pavimentos), Rua João Ramalho (23 pavimentos), Rua Jacob Emerich (2 blocos de 23 pavimentos), além de diversos condomínios de sobrados residenciais e casas sobrepostas.
“Fizemos um estudo no ano passado e vimos que São Vicente tinha uma demanda reprimida”, explica Gil Vasconcelos, gerente de incorporação da Construtura Camargo Correa, que atualmente conta com dois empreendimentos em São Vicente: O Parque ‘Villa de São Vicente’ - Residencial Jacob Emmerich e o Residencial João Ramalho. O investimento deu o resultado esperado pela empresa: 85% dos apartamentos foram vendidos antes mesmo do inicío das obras.
“A tendência é crescer cada vez mais. Os novos empreendimentos tem alguns diferenciais que outros antigos não tem, que são as áreas de lazer, que as pessoas procuram cada vez mais, e também as vagas de estacionamento, porque hoje não se tem mais onde colocar o carro”, diz. Ela também afirma que a uma alta procura por pessoas que moram em São Paulo.
“Os paulistanos estão preferindo morar aqui. Eles querem fugir dos congestionamentos, e com a Rodovia Imigrantes eles chegam muito mais rápido nos seus trabalhos do que se estivessem em outra região da Capital”, conta Gil, que afirma que a Construtura já estuda novos empreendimentos na Cidade.
