Daqui há 20 anos
Saneamento básico só poderá ser conhecido e usufruído por toda população brasileira daqui há no mínimo 20 anos. O dado foi revelado em uma pesquisa do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do Instituto Brasil.
Pelo menos esse é o prazo caso o Brasil continue a investir os R$ 10 bilhões anuais. Para que toda população fosse atendida seria necessário recursos equivalentes a cinco Programas de Aceleração do Crrescimento (PAC), do Governo Federal.
A população paga por uma defasagem de investimentos no setor nos últimos anos, que só melhorou em 2007, quando houve um sensível crescimento e se igualou ao ritmo de redução da pobreza. A melhora no último ano é atribuida principalmente a criação do Ministério das Cidades, que centralizou todas aações de saneamento do País.
A taxa de redução anual do déficit de rede geral de esgoto no período de 1992 a 2006 foi de 1,22% por ano, ritmo que representa quase a quarta parte do observado na diminuição da pobreza (4,2%) por ano. Após o lançamento do (PAC) mostrou uma forte aceleração da queda do déficit para 5,02% neste ano, o que corresponde à maior redução isolada de todo o período desde 1992. Ainda hoje pouco mais da metade da população brasileira, 50,56%, ainda não dispõe de acesso a rede geral de esgoto.
Ao mesmo que se vê melhora e que as ações caminham para a redução da falta de saneamento básico, ainda parece muito pouco o investimento no setor visto a quantidade de pessoas que sofrem com sua falta e a importância para a vida destas pessoas. A falta de saneamento está ligada à principal causa de morte no mundo. que são as doenças respitarórias, de acordo com dados da OMS [Organização Mundial da Saúde]. E isso não é por causa da poluição, e sim pela falta de higiene. E quando se fala de vida, o crescimento visto não pode ser muito comemorado.
