Com quem você deixa seu filho…

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Contar com os serviços de uma babá não é mais um privilégio para as pessoas mais ricas. Cada vez mais pessoas procuram pela profissional, afinal, após o período de licença maternidade, as mulheres voltam ao trabalho, não mais por questão de vaidade, como antigamente, mas para poder complementar a renda familiar.

Na hora da escolha são sempre muitas dúvidas, afinal, será essa pessoa, desconhecida, que ficará encarregada dos cuidados e proteção das crianças. A escolha de uma babá não é facil, por isso uma empresa de Santos, a Kanguruh, se especializou no serviço e é responsável pelo cadastro e seleção destas profissionais.
E os dados dessa seleção mostram como é preciso atenção na hora de escolher uma babá: de  189 profissionais, apenas 17 foram consideradas aptas pela empresa. 60% foram eliminadas por mentir nas referências. “Muitas colocam que trabalharam na casa do vizinho ou passam o celular do irmão. Por isso é sempre bom pedir um telefone fixo, com o nome do assinante, para você perceber se o dado é verídico ou não”, explica a responsável pela Kanguruh, Luana Zambrotta Nunes Cardoso. Além disso, a empresa pede, posteriormente, a comprovação em carteira de trabalho ou carta de referência com firma reconhecida.
Luana ressalta a importância do comprovante de residência da profissional. “É importante que seja no nome dela, ou, caso seja de um parente, que fique comprovada a ligação, para que a pessoa possa ser sempre localizada”, diz.
O segundo processo de seleção da empresa é a verificação de antecedentes criminais. 15% das interessadas em fazer o cadastro foram reprovadas. “Fazemos o “nada consta federal”, porque o que é feito pelo Fórum é apenas estadual. Aqui em Santos tivemos o caso de uma mulher que tinha processo por maus tratos em Fortaleza, Ceará”, revela Luana.

Psicóloga

Há cada 20 babás que passam pelo teste psicológico, seis são reprovadas. “Muitas apresentam traços de dupla personalidade ou depressão, que pode influenciar no comportamento da própria criança”, afirma. Além de constatar se ela está apta para a função, a psicóloga analisa o perfil de cada uma. “Ela pode ser ideal para um determinado tipo de família ou então para crianças de determinada faixa etária”, conta.
Ainda como parte do processo de seleção é realizado um curso de 18 horas, onde profissionais ensinam noções de estética e postura, nutrição, cuidados, primeiro-socorros, segurança e psicologia e desenvolvimento motor. No final dos módulos é aplicada uma prova e é considerada apta aquela que acerta mais que 50% das questões.
O processo seletivo dura em torno de dois meses e meio. “A gente tenta dar uma boa filtrada. As mães demoram muito mais tempo para fazer isso”, explica Luana. “Realizamos esse processo também com iniciantes. Hoje cada vez mais são necessárias babás. As mães estão tão depedendentes, que contratam babás folguistas, que cobre a folga da babá”. Babás podem se cadastrar no site www.kanguruhsantos.com.br

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