Resquícios da crise
E a temida crise financeira continua. Como mais uma tentativa de reduzir os impactos causados pela turbulência econômica que atingiu o mundo nos últimos meses, ministros de Economia e presidentes de bancos centrais das grandes economias desenvolvidas e emergentes debateram alternativas para a crise.
A reunião anual do chamado G20 financeiro ocorreu em São Paulo, já que o Brasil ocupa a presidência rotativa do grupo.
O G20 se reúne todos os anos desde 1999. Este ano, diante da conjuntura internacional, o foco não poderia ser outro que não a crise financeira. De acordo com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão, ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais analisaram as causas da crise, seus reflexos na inflação, nos preços das commodities e nas oscilações cambiais e medidas adotadas para minimizar os impactos.
Na presidência rotativa, o Brasil propôs três temas para 2008: Competição nos Mercados Financeiros, Energia Limpa e Desenvolvimento Econômico e Elementos Fiscais de Crescimento e Desenvolvimento. Os assuntos foram debatidos em seminários realizados em fevereiro na Indonésia, em maio em Londres e em junho em Buenos Aires.
A explosão da bolha imobiliária nos Estados Unidos e seu efeito dominó sobre o mercado financeiro internacional acabaram mudando o foco dos debates da reunião anual. A urgência do tema levou o ministro Guido Mantega a convocar, pela primeira vez desde a criação do grupo, uma reunião extraordinária em nível ministerial, realizada no dia 11 de outubro, em Washington, à margem da reunião anual do FMI e do Banco Mundial. No comunicado final, o grupo comprometeu-se a “utilizar todos os instrumentos econômicos e financeiros para assegurar a estabilidade e o bom funcionamento dos mercados financeiros”.
Enfim, a crise financeira não terminará tão cedo, vide tamanha preocupação dos países com o tema. Há quem diga, inclusive, que o Brasil possa sofrer um problema semelhante nos próximos anos, uma vez que o ‘boom’ do crédito tomou conta do País durante o governo Lula. Em teoria, o risco de ‘quebrar’ no futuro existe. É esperar para ver.
