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- dezembro 15, 2008
Balança pode revelar STRESS

Mais gordo ou mais magro, uma alteração brusca no seu peso pode revelar stress. Além de mudar o hábito alimentar no dia-a-dia das pessoas, os “estressados” liberam mais hormônios como a cortisona e a adrenalina, causando desiquilíbrio hormonal em centros específicos como o hipocampo, talo e hipófise, que também são responsáveis pela fome.
Quem explica é o médico psiquiatra André Marins. “O stress tem relação com o peso. Tanto para mais como para menos. Além dos fatores químicos, a pessoa que trabalha demais costuma ter uma vida sedentária, se alimentar em fast foods, por exemplo, ou então há aquelas que ficam deprimidas, e perdem peso”, conta.
O stress não é uma doença, mas uma reação do organismo a uma ou mais sobrecargas. Trânsito, problemas financeiros, profissionais, doenças, correria, tudo pode desencadear o stress. “É uma verdadeira epidemia, causado por aquela visão de ter as coisas melhores. O ser humano está se tornando cada vez mais competitivo, além também da situação de incerteza do País, o desemprego, que faz com que as pessoas fiquem cada vez mais estressadas”, explica Marins.
Identificar o stress é fácil. As primeiras pessoas a perceberem são geralmente os seus familiares. “São eles que vêm e falam que você não está legal, que está mal humorado ou irritado”, diz. Além disso, a pessoa geralmente não consegue dormir, aumenta o consumo de cigarro e bebidas, se sente mais descontrolada. “Ela tem uma queda de rendimento global”.
Quando se transforma em depressão
A preocupação é quando o stress vira depressão, já que é um dos principais fatores desencadeantes para a doença. A gastrite, dores no peito e de cabeça, ainda são comuns em ambos os casos. Mas as semelhanças param por aí. “Há uma perda de energia mais acentuada, pensamento voltado para o passado, sentimento de culpa”, explica o psiquiatra.
É necessário atenção. “O stress é um dos responsáveis pela redução dos diminuidores químicos cerebrais como a adopamina, ceretonina e noradrenalina. Então quando a pessoa começa a sentir tristeza, desesperança, chorar facilmente, há a transformação do quadro”, conta.
O psiquiatra André Marins aconselha que antes de tudo a pessoa procure um profissional médico. “Ele vai fazer um diagnóstico baseado nas queixas uma a uma da pessoa”. Assim, pode ser vista se será necessário entrar com medicamentos antidepressivos. Outra ação recomendada é a psicoterapia. “É importante que haja uma mudança no hábito de vida da pessoa. A atividade física por exemplo é muito importante porque o organismo libera endorfina, que é um anti-depressivo natural do corpo. Mas não adianta fazer isso e continuar brigando com o chefe, a mudança precisa começar pela cabeça”, conclui.
Serviço: O escritório do psiquiatra André Marins fica na Avenida Ana Costa, 259 - conjunto 94. Mais informações pelos telefones (13) 3222-2129 ou 3222-4334.





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