Editorial
- janeiro 12, 2009
Até quando?
A guerra continua. Apesar de o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado, na madrugada de ontem (9), uma resolução exigindo o cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza, Israel continuou a bombardear a região.
A resolução, primeiro posicionamento oficial do conselho desde o início do conflito, foi apresentada pelo Reino Unido e aprovada por 14 dos 15 membros do órgão. Ela pede, além do cessar-fogo, o livre acesso de agências de ajuda humanitária a Gaza e que os países-membros da ONU intensifiquem os esforços para fazer com que se alcance uma trégua duradoura.
Tradicional aliado de Israel, o governo dos Estados Unidos se absteve da votação, apesar de a secretária de Estado, Condoleezza Rice, ter classificado a resolução como “um passo à frente”.
O documento contempla uma das demandas de Israel, que exige o fim do contrabando de armamento pelo Hamas na fronteira de Gaza com o Egito. Já o grupo islâmico quer que seja incluído no acordo o fim do bloqueio à Faixa de Gaza.
De acordo com as estimativas, pelo menos 763 palestinos já morreram no confronto iniciado no dia 27 de dezembro. Cerca de 3,1 mil ficaram feridos. Entre os israelenses, 15 perderam a vida e dezenas ficaram feridos.
A impressão é que o cessar-fogo não irá parar tão cedo, vide tamanha discordância entre Israel e o grupo Hamas. Em pleno século XXI, uma negociata baseada em violência é, no mínimo, sinônimo de ignorância. E assim caminha a humanidade.





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