Babahianas leva mais de 80 mil pessoas às ruas de SV

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A manhã do domingo de Carnaval foi marcada pela irreverência do Bloco “Babahianas sem Taboleiro”. Mais de 80 mil pessoas brincaram no desfile que marca os 73 anos do grupo, que tem como marca registrada a participação de homens vestidos de mulheres.

Cinco trios elétricos fizeram a alegria dos foliões que estiverem presentes. Funcionários das Secretarias de Cultura (Secult) e de Desenvolvimento Urbano e Manutenção Viária (Sedur) estiveram à disposição para orientar os participantes, junto com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal. A Secretaria da Saúde também marcou presença no evento com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que acompanhou o desfile, enquanto funcionários do DST/Aids distribuíram preservativos e orientaram sobre a prevenção.
Este ano, o bloco fez uma homenagem aos locais que foram tombados recentemente pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arquitetônico, Artístico, Cultural e Turístico de São Vicente, o Condephasvi. Em novembro do ano passado, o Babahianas recebeu do Conselho o título de “Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade”.

História

Desde sua fundação, em 22 de janeiro de 1936, o bloco carnavalesco “Babahianas Sem Taboleiro” anima a Cidade. O desfile tem marcas especiais. Sai sempre no domingo de Carnaval, às 11 horas, segue o mesmo percurso (Rua Marquês de São Vicente, Praça 22 de Janeiro, ruas Padre Anchieta e Frei Gaspar, para no Paço Municipal e continua até a Praia do Gonzaguinha) na contramão, com os homens vestidos de mulheres. “Todos se divertem de uma maneira saudável, sem confusão”, explica o presidente do bloco, Nazir Elias Estefan.
A diretoria se reúne dois meses antes do Carnaval para pensar no tema do desfile. “Com o passar dos anos, devido ao aumento do número de participantes, o bloco adquiriu novas características, e uma delas é a de que se tornou familiar, mas nunca esqueceu de suas raízes”, explica Nazir que emenda. “O Babahianas é uma patuscada, uma farra, que acontece sempre com muito respeito”. Ele desfila há 37 anos sempre com a mesma fantasia: uma baiana.

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