Editorial
- março 2, 2009
Confiança baixa
A confiança do consumidor brasileiro em fevereiro é a mais baixa desde 2005, ano em que teve início a série histórica do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Mais resquícios da crise mundial? É o que parece.
Segundo levantamento divulgado ontem (27), o índice caiu para 1,4% entre janeiro e fevereiro deste ano, passando de 95,9 para 94,6 pontos, numa escala de 0 a 200, o menor nível da série (iniciada em setembro de 2005).
Os consumidores entrevistados se mostraram cautelosos em relação às compras, principalmente de bens duráveis, que, em geral, demandam pagamento a prazo. A proporção de consumidores que planejam gastar mais com esse tipo de bem nos seis meses seguintes caiu de de 8,0% para 6,8%. Já a parcela dos que pretendem gastar menos aumentou de 38,1% para 40,2%.
Na comparação com fevereiro de 2008, o estudo mostra que o ICC registrou queda de 17,5 %. O índice é composto por cinco quesitos da Sondagem das Expectativas do Consumidor, apurada desde outubro de 2002, que abrange mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a edição de fevereiro de 2009 foi realizada entre os dias 2 e 20.
Enfim, a otimista explosão do crédito no País parece não ter convencido tanto os consumidores. E ela, a temida crise financeira, colocou mais uma vítima em sua extensa e, aparentemente, interminável lista.





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