Obras para construção do VLT começam neste ano

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Em reunião com prefeitos da Região, Secretário Estadual de Transportes José Luiz Portella anunciou recursos de R$ 400 milhões para a implantação da primeira fase do VLT, que ligará a Área Continental de São Vicente ao Porto de Santos.

Uma Parceria Público Privada (PPP) do Governo Estadual viabilizará os R$ 400 milhões necessários para a implantação da primeira etapa do sistema integrado de transporte metropolitano da Baixada Santista, ligando Santos e São Vicente, pelo VLT. A medida foi anunciada na última terça-feira (3), em Santos, pelo secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, em reunião na sede da Agem (Agência Metropolitana), com prefeitos, deputados e representantes da Região.
“O governo vai bancar a etapa inicial do projeto, e será feita uma concessão patrocinada, com duração de 30 anos. Em dezembro de 2010, o metrô leve estará operando em teste, e na totalidade em meados de 2011”, informou o secretário. Sobre as tarifas, ele informou que os valores serão mantidos, devendo ser adotado o bilhete único. E frisou: “É importante que continue a mobilização pela obtenção de recursos federais do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) Mobilidade, para que o sistema seja totalmente viabilizado”.
O projeto prevê na fase inicial a ligação da Área Continental de São Vicente (Barreiros) ao porto de Santos por VLT (Veículos Leves sobre Trilhos), além de um corredor de ônibus nas avenidas Nossa Senhora de Fátima e Antônio Emmerick e a readequação de linhas.
Nas etapas seguintes, o projeto prevê a integração com o Valongo, Litoral Sul, ‘ferry-boat’ e outros pontos da região. Segundo o diretor da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, José Eduardo Cupertino, a demanda entre Santos e São Vicente é de 230 mil passageiros por dia útil. O sistema terá 14 VLT, com capacidade para 350 pessoas em cada, com linhas de ônibus (locais e metropolitanas) e ciclovias integradas.

IMPACTO NACIONAL

Segundo Portella, os investimentos na Região terão impacto nacional. “O Brasil ainda não enxergou a importância da Baixada Santista, não só para o estado de São Paulo, mas para toda a Nação. Aqui se encontra a principal porta de importação e exportação do País, que é o Porto de Santos, assim como a questão petrolífera que cada vez mais se ascende na Região”, salientou. “Certamente, a realização deste projeto resultará no desenvolvimento financeiro, além de trazer um dinamismo econômico da Região”.
O secretário ressaltou que trata-se apenas do início do trabalho. “Cada vez mais precisamos de um projeto que traga desenvolvimento atrelado a geração de empregos. Ninguém muda um sistema de transportes sem que tenha de fazer adequações, sem possíveis problemas que surjam durante o percurso. A princípio as prefeituras investiriam a verba para a realização das obras, mas o governo do estado bancará a primeira fase”.

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