Epidemia sem controle

Despreparo do poder público e da sociedade. São esses termos que melhor podem explicar o avanço do consumo do crack em todo Brasil.

Uma epidemia deste subproduto da cocaína que alerta para a necessidade imediatas de ações preventivas, repressão e no tratamento de efeitos da droga. O avanço não é notório apenas nas grandes capitais, o avanço também é evidente nas cidaades do interior.
Um estudo recente realizado em Salvador, São Paulo, Porto Alegre e no Rio de Janeiro detectou um aumento do número de usuários de crack em tratamento ou internados em clínicas para atendimento a dependentes de álcool e drogas. Eles respondem por 40% a 50% dos indivíduos em tratamento, dependendo da clínica e de sua localização. A idade média dos usuários de crack (31 anos) é inferior à dos demais pacientes em tratamento (42 anos). Entre os dependentes desta droga, 52% são desempregados.
Em meados da década de 1990, usuários de cocaína e crack eram responsáveis por menos de um quinto da procura em serviços ambulatoriais relacionados a drogas ilícitas. Hoje eles respondem por 50% a 80% da demanda. Nos últimos anos, o crack também começou a ganhar terreno entre grupos com rendimentos mais elevados, apesar de a droga ainda ser mais comum entre as classes de baixa renda.
Está claro que trata-se de uma epidemia que necessita de ações urgentes. Não apenas vindas de fora, do Governo, mas de maneira especial dentro de casa, na educação da sociedade. O crack provoca dependência agressiva, exclusão social e desagregação familiar, além do estímulo a criminalidade. Não conter esse avanço é uma negativa ao investimento no jovem e no futuro dos brasileiros.

Obs:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.


Coloque um Comentário