Antes tarde do que nunca

Que a família brasileira não vai mais ao estádio de futebol como antigamente não é nenhuma novidade.

Entretanto, com o objetivo de reverter este quadro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou três medidas para aumentar a segurança nos estádios de futebol: um projeto de lei que criminaliza a violência de torcedores, um decreto que amplia as exigências técnicas para funcionamento dos estádios e um termo de cooperação técnica para monitorar o acesso de torcedores. As propostas visam à Copa do Mundo de 2014.
O torcedor que praticar atos de violência ou portar objetos perigosos em eventos esportivos pode ser punido com um ou dois anos de prisão e multa. Se for réu primário, a pena pode ser convertida em banimento aos estádios por um período entre três meses e três anos. O projeto prevê, ainda, até dois anos de prisão e multa para os cambistas.
O governo também quer estabelecer um acordo com o Ministério Público, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para melhorar a segurança nos estádios, que inclui o Cadastro Nacional de Torcedores, a ser iniciado em junho.
Enfim, tais medidas já vão tarde para o Congresso Nacional, uma vez que muitas vidas já foram perdidas pelos estádios do País. Botar a culpa da violência na Segurança Pública é cair no comum, pois muitas leis brasileiras precisam ser reformuladas. Talvez as três medidas propostas pelo Governo Federal sejam uma luz no fim do túnel.
Agora, cabe ao torcedor brasileiro ter mais consciência sobre seus atos. E caso os “baderneiros de plantão” continuem a infrigir as leis, a punição deve ser severa, afinal, impunidade gera violência. E o Brasil é a prova viva de tal afirmação.

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