Editorial
- março 19, 2009
Ajuda na crise
Um importante aliado do governo brasileiro no combate a crise mundial é o Bolsa Família. Como foi mostrado em um relatório produzido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o programa pode contribuir para estimular o consumo interno e amortecer o impacto da crise entre as camadas mais pobres da população do Brasil.
O otimismo com relação a contribuição do programa é maior já que, no final de janeiro, o governo anunciou a extensão dos benefícios a 1,3 milhões de novas famílias. Os estudos feitos pela OIT apontam que o dinheiro recebido pelas famílias contempladas pela ajuda social é utilizado principalmente na compra de alimentos, roupas e material escolar.
Dessa forma, a crença é que como a população de baixa renda têm forte propensão ao consumo para suprir as necessidades básicas, a extensão do programa contribuirá para o aumento da demanda de alimentos e produtos de primeira necessidade, além de promover o desenvolvimento local.
O papel desenvolvido pelo Bolsa Família é denominado “anticíclico”, já que por um lado representa um fluxo de renda estável e regular, que ajuda a população de baixa renda a manter ou até melhorar o nível de vida, enquanto, por outro lado, estimula a demanda, promovendo o comércio e o desenvolvimento local.
Mesmo sendo muitas vezes visto como um programa eleitoreiro, é nítido os benefícios e as vitórias que o Bolsa Família vem alcançando dentro do Brasil. Mesmo ainda apresentando muitos defeitos, muita falta de controle, trata-se de uma conquista da população mais carente e do País, já que os recursos do Bolsa Família hoje representam 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiros, que acabam sendo reinjetados na economia.





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