ENCHENTES - QUEM RESOLVE?

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Foi preciso apenas seis horas para a capital paulista ficar debaixo d’água. O problema das enchentes, que também assola cidades como São Vicente, é comum em todo Brasil. Resta saber como as autoridades lidam com o problema e quais as ações realizadas para resolver a situação.

Foram seis horas de temporal na última terça-feira (17) que deixaram a cidade de São Paulo debaixo d’água. O temporal que parou a capital paulista causou diversas enchentes e causou imensos prejuízos para a população.
No total, foram 60 pontos de alagamentos, centenas de pessoas ilhadas em suas casas ou em seus veículos, mais de 200 quilometros de congestionamento e a interrupção da circulação das linhas de trens.
O ponto mais trágico da noite foi a morte de dois homens após sofrerem parada cardiorrespiratória dentro do carro, presos nos congestionamentos causados pelo temporal; De acordo com informações do 1º DP de São Caetano do Sul (Grande São Paulo), o aposentado José Mendes Moreira Filho, 74, sofreu parada cardiorrespiratória por volta de 16h30 na avenida do Estado, no cruzamento com a rua Pedro Alexandrino, bairro Fundação.
Na zona leste de São Paulo, o empresário Ciro de Souza Nogueira, 81, um dos fundadores da Brinquedos Bandeirantes, morreu também após sofrer parada cardiorrespiratória depois de escapar de seu carro —que estava submerso— na avenida Luís Inácio de Anhaia Melo. Segundo informações da Polícia Militar, o empresário chegou a receber os primeiros socorros por moradores locais, mas não resistiu.

PREJUÍZOS

Os prejuízos foram grandes no ABC. Em São Bernardo, os pátios das montadoras Ford e Mercedes Benz, próximos da Avenida Taboão, encheram de água. No da Ford, havia cerca de 300 veículos Ka zero-quilômetro, recém-saídos da linha de produção, que ficaram com água até a metade das portas. No outro, havia dezenas de chassis de caminhões. As montadoras não informaram os prejuízos porque nem seus funcionários tiveram como chegar aos pátios.

CHUVA

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a quantidade de chuva que caiu até as 17 horas foi de 50 milímetros, aproximadamente um terço do previsto para todo o mês de março - 178 mm. O recorde até hoje foi de 106 mm num período de um dia, em 1994. Cada milímetro significa um litro de água por metro quadrado.

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