Editorial
- março 23, 2009
Mundo de prognósticos
Impossível. Essa foi a palavra que o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, usou para definir o objetivo do governo em cumprir o projeto de construção de 1 milhão de casas até o final de 2010.
A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, do Senado Federal.
Para Simão, se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotar todas as oito propostas que foram apresentadas no Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – CDES, ligado à Presidência à República) pelo menos 600 mil unidades serão garantidas. Entretanto, apesar da prognóstico, será difícil afirmar qualquer coisa sem saber exatamente qual será a proposta apresentada pelo governo.
Vale ressaltar que o volume de unidades de moradia a ser apresentado não é o mais importante, e sim a forma como o programa será implementado. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, quem deve definir a quantidade de moradias a serem construídas “é a lógica de mercado”.
Safady defendeu também que a moradia receba, no Brasil, tratamento similar ao dado à educação e à saúde. Ele destacou que o acesso a moradia “resulta em efeitos positivos nas áreas de saúde, no rendimento escolar e no acesso a emprego”, além de reduzir a exposição das pessoas à violência.
Enfim, com o anúncio do pacote habitacional no dia 25 de março pelo governo, o povo brasileiro poderá ter a noção exata de que pé está tal planejamento. Por enquanto, são palavras contra palavras. É esperar para ver quem está com a razão.





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