Tartarugas reabilitadas retornam ao mar

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Após meses no Centro de Reabilitação instalado na Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, quatro tartarugas-verdes marinhas retornaram ao habitat nesta terça-feira (24).

Os animais, com cerca de 2 a 3 anos de idade, foram soltos no mar em um dos costões da Ilha, localizada a 1,6 quilômetros da Praia de Pernambuco, e devem continuar sua rota de migração em direção à costa nordeste brasileira.
As tartarugas passaram de 3 a 9 meses no Centro de Reabilitação de Animais Marinhos – Cram Reviva, projeto realizado em parceria entre a Unaerp, Fundação Fernando Lee e ONG Gremar. A iniciativa conta com apoio do Ibama e da Petrobras e secretarias de meio ambiente de Guarujá e Santos.
Dentre os problemas apresentados, duas delas passaram por cirurgia para tratamento de verrugas devido à fibropapilomatose, doença comum em espécies selvagens mas que, se não cuidada, pode impedir que os animais nadem e consigam obter alimento. A terceira tartaruga reabilitada apresentava fratura da carapaça, provavelmente provocada por colisão com embarcação. A equipe de biólogos e veterinários fizeram curativos para fechar o ferimento e tentar recuperar o casco.
Já a quarta tartaruga a ser solta teve uma obstrução parcial do intestino por ingerir lixo, um problema freqüente segundo a veterinária Andrea Maranho. “Os animais em período juvenil, em torno de 2 a 3 anos de vida, se alimentam de algas marinhas, e são comuns em locais mais próximos da costa em busca de alimento. Por isso, acabam comendo sacos plásticos, linhas de nylon e restos de materiais que são despejados indiscriminadamente no mar porque os confundem com as algas”.
Para Maranho, a conscientização sobre a destinação correta do lixo é fundamental para a preservação das espécies marinhas presentes na região. “A Baixada Santista, principalmente as cidades de Guarujá e Santos devido ao número elevado de costões, são locais com grande incidência desses animais em período juvenil. Por isso, precisamos cuidar do mar, conscientizar as pessoas para que a ação humana não impeça as tartarugas de se tornarem adultas e se reproduzirem.”
A soltura das tartarugas contou com a participação de veterinários e biólogos voluntários do Gremar. Uma das biólogas, Maria Claudia Mendes, que acompanhou de perto a recuperação de uma das tartarugas durante 9 meses em reabilitação, afirmou que a sensação de ver a soltura é de extrema felicidade. “O animal solto no mar é a nossa recompensa. Depois dele passar por todo esse processo (de reabilitação), vê-lo no mar é tudo”.

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  1. 1 Comentário para “Tartarugas reabilitadas retornam ao mar”

  2. Adoro tartarugas marinhas, estou de férias no Guarujá/Enseada, vi algumas no Morro do Maluf/Pitangueiras. Acho o máximo programas de preservação de espécies marinhas. Adoro o mar e tudo que vive nele, alias, adoro a natureza, torço para que sempre existam pessoas que cuidem desse bem tão valioso. Parabéns.

    Por maria camila pruper de freitas em dez 29, 2010

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