Tubulação do emissário submarino de PG passa pela baía de S. Vicente

sabesp3.jpg

A primeira fase do processo de afundamento dos tramos que compõem o terceiro emissário submarino de Praia Grande, teve início na manhã de segunda-feira, com o transporte por rebocadores dos tubos com 1,1 mil metros desde a fábrica onde foram produzidos, em São Vicente até o local onde serão assentados. Na terça-feira, a tubulação foi assentada por mergulhadores no fundo do mar.

A operação foi visível na altura da Ponte Pênsil na parte da manhã. Depois dali, aconteceu à troca do rebocador frontal para um de alto mar, no caso, o mesmo modelo utilizado no Porto de Santos.
Assim, o tubo que estava flutuando no Rio Branco, próximo à fábrica que produziu o material, foi rebocado pela Baía de São Vicente, até chegar à Vila Caiçara, onde está sendo assentado o novo emissário submarino da Sabesp. Na terça-feira, os dutos foram acoplados, com o auxílio de mergulhadores, ao túnel de concreto que foi cravado pelo equipamento shield, conhecido como “tatuzinho” semelhante aos utilizados na construção das linhas subterrâneas do metrô.
O percurso foi de cerca de 39 km e a velocidade média do deslocamento de aproximadamente 5 km/h. Estavam envolvidos na operação cerca de 38 embarcados, 6 mergulhadores e 4 engenheiros.
O equipamento da Praia Grande, com cerca de um metro de diâmetro tem 4,65 km de extensão, sendo 3,3 km submersos e 1,35 km em terra. O lançamento dos esgotos pré-tratados será feito a uma profundidade de 12,7 m, representando expressivo avanço para a balneabilidade das praias e para o turismo no município.
A tubulação de grande extensão foi produzida de material plástico (preto) de alta densidade (pead), é considerado o maior desenvolvido na América Latina.
O emissário é parte do Programa Onda Limpa, realizado pelo Governo do Estado por meio da Sabesp, que prevê investimentos da ordem de R$ 1,23 bilhão para melhorar a coleta e o tratamento de esgotos na Baixada Santista.
Trata-se do maior projeto de saneamento em andamento no País, com o objetivo de melhorar a balneabilidade das praias litorâneas entre outros benefícios. O programa Onda Limpa garantirá ainda melhores condições para a saúde pública e qualidade de vida à população da Baixada Santista. A meta é elevar o índice de coleta e tratamento de esgoto dos atuais 53% para 95% até 2011.

Obs:
Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.


Coloque um Comentário