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- março 30, 2009
“Toda verba destinada a São Vicente é certeza de obras concretizadas”

Esporte, Educação, Saúde. Antes de cada equipamento ser entregue para suas secretarias, ele passa pelo setor de obras. Cabe a esta pasta cuidar da liberação de recursos, projetar e construir as obras de desenvolvimento da Cidade. Para cuidar da secretaria está Elizabeth Correa, que na última gestão foi secretária de Planejamento. Em entrevista ao JV, ela fala sobre andamento de obras importantes do munícipio e da responsabilidade de lidar com tantos trabalhos como Reubanização do Itararé, Linha Azul, Viadutos, VLT, Teatro Municipal, entre outros. Confira:
JV - Uma das obras mais aguardadas pela população vicentina é a reurbanização da Praia da Itararé. E muitas pessoas falaram que a obra tinha parado. É verdade?
Elizabeth Correa - Ela não parou, mas, sim, diminuiu o ritmo. Na temporada, a cidade recebe um fluxo muito grande de turistas e no verão todo mundo se concentra na orla da praia. Nas férias tirei máquinas da praia, porque imagina um maquinista andando e uma criança passando na frente. Eu tive o cuidado de preservar a vida das pessoas. Imagina todo mundo andando, utilizando os quiosques, com as máquinas funcionando. Outro ponto é que se trata de uma obra a céu aberto e eu dependo também do tempo. Não posso mexer com a terra, na chuva, com ela molhada, porque não produz. Preciso de condições para colocar certos equipamentos. Não posso concretar um ponto de ônibus, por exemplo, com a chuva caindo.
JV - Em que fase se encontra a obra e quando ela deverá ser entregue?
Elizabeth Correa - Estamos trabalhando do campo de futebol em direção à área de eventos e entre a asa-delta e a área de eventos, ou seja, duas frentes concentradas. Estou fazendo os pisos (alamedas), aí eu entro com a parte de jardim, porque é preciso ter o espaço definido. Estamos colocando a iluminação das alamedas e começamos a trabalhar o piso dos quiosques, que foi preciso esperar terminar a temporada. Agora também vamos começar a troca de iluminação da praia. O pessoal fala de piso jogado, mas eles não estão jogadas. Eles foram colocados onde serão utilizados. Já estou com a grama comprada, a vegetação, apenas não achamos o ponto ideal com relação as condições do tempo. Até o meio do ano já devemos ter iluminação e jardim prontos. Tudo que podíamos fazer nesse meio tempo como campo, brinquedos, banco, lixos, chuveiros, banheiros, está pronto.
JV - As obras na Praia do Itararé já sofrem com o vandalismo?
Elizabeth Correa - É preciso que as pessoas preservem e respeitam o espaço delas. O tempo inteiro estamos repondo coisas que são danificadas, mesmo com muito material anti-vandalismo. Já pintamos as portas dos postos dos bombeiros, que acabaram de ser entregues, já o revestimento externo tem material preventivo. No banheiro tem gente que chuta a porta, arrebenta fechadura, coloca pedrinha para não funcionar. Por mais que questionem “cadê o policiamento e a guarda-municipal”, eles estão lá, mas a praia é muito extensa. Tenho 13 banheiros, preciso colocar 13 guardas? Não tem como. É uma questão de respeito, preservar o que é seu. Custamos tanto para ter uma nova Itararé e está sendo um trabalho tão bonito. Já vemos as flores florindo, pássaros e borboletas vindo, coisas que antes nem se imaginava. É esse ganho que a população precisa preservar.
JV - Outro marco importante da Cidade é a Linha Azul? Como está o andamento e qual a importância dessa obra para a população?
Elizabeth Correa - Na Linha Azul terminamos até o início da Penedo toda a drenagem e pulamos a Penedo e a Capitão Luiz Horneaux, onde já foi feita a drenagem. Estamos fazendo as travessias e assim que acabar faremos toda parte de pavimentação e recapeamento. A Penedo envolve outra obra de comporta e será preciso fazer um trabalho grande e como mexerá com o trânsito vamos deixar para o final. A Linha Azul será a primeira grande entrada do Município, faz divisa com Santos e recebe um tráfego intenso da população vicentina e dos moradores da Zona Noroeste, em Santos. Além disso hoje é um corredor comercial de grande valor.
JV - A senhora falou sobre obra de comporta. Como São Vicente está lidando para resolver o problema das enchentes?
Elizabeth Correa - A gente não resolve, não temos uma bola de cristal, mas buscamos amenizar os problemas com a instalação de comportas. Até agora utilizávamos o modelo flap. Conforme a maré se movimenta, ela abre e fecha. Quando esvaziava comporta abria a esvaziava o canal, quando a maré enchia, comporta fechava para não entrar. Mas temos muitos problemas porque a população joga de tudo dentro dos canais. Por mais gradeamento que se coloque, se limpe, vem muito lixo e tem coisas que o gradio não pega. Conforme abria a maré para esvaziar, entrava madeira, banquinho, outras coisas e ficava ali. Quando a maré enche e fecha, se tem elemento obstruindo ela fica entreaberta. A água entra e ela perde a função dela que é inibir a entrada da água da maré. E assim expande pela tubulação de drenagem, que funciona como um reservatório da água que entrou, enche a tubulação e a parte mais baixo sai pela boca de lobo.
JV - E qual foi a solução encontrada?
Elizabeth Correa - Fizemos um estudo, dentro do projeto de Macrodrenagem, de como resolver o problemas das comportas. Chegamos a definicação de uma comporta com uma válvula sobe e desce por acionamento não mecânico, tudo com controle de computadores, em uma central. Ela fecha e obre a comporta com uma capa protegendo, embutida em um sistema fechada, e em alguns casos com estação de bombeamento. Quando a estação meteorológica detecta a chuva, fecha a comporta, independentemente da maré. Bombeia a água que está no canal, joga para fora e o canal e a tubulação ficam seco. Depois o canal recebe o volume de água e as bombas jogam para fora a água que está chegando da chuva..Três comportas já foram licitadas e estão sendo feitas na indústria. Se imaginar que todo canal precisa de um conjunto de comportas, temos 17 canais, logo precisaremos de 17 conjunto de comportas. Atualmente temos operando regularmente o do Pompeba e o do Sambaiatuba.
JV - Muitas expectativas também se concentram na construção do Teatro Municipal. Já começaram as obras?
Elizabeth Correa - Já estamos trabalhando lá. Já fizemos toda troca de solo da área e como ainda estamos com a máquina ainda não fechamos o local para proteção. Será um teatro para 490 lugares com espaços reservados, atendendo cadeirantes, pessoas de locomação reduzida e com aquelas poltronas mais largas para pessoas com mais peso. Terá uma boca de seda comparada ao do Sesc, em Santos. Faremos um ótimo teatro com obra prevista para dois anos, porque trata-se de uma obra grande. Não se trata só da parte civil, mas tem também a parte de iluminação cênica, que demora muito. Depois de concluir as obras de engenharia serão feitas as obras específicas do teatro.
JV - Está sendo dada prioridade para obras de pavimentação na Área Continental?
Elizabeth Correa - Já existe solicitação de emenda que está para vir da pavimentação de parte do Jardim Rio Branco e também já foi solicitado o recapeamento no Humaitá. Isso são prioridades. Mas imagina que o Município é muito grande e é preciso recursos para auxiliar o Prefeito na execução destas obras. Além disso, toda obra exige contrapartida da Prefeitura, então é preciso muito fôlego para cumprir essa parte. Mas o prefeito tem feito muito bem esse direcionamento com muito apreço e carinho.
JV - Como se encontra o projeto para construção de viadutos e passagens na Área Continental e qual a expectativa em relação a implantação do VLT?
Elizabeth Correa - O Prefeito Tércio deve ser chamado em breve para firmar o convênio e teremos a implantação dos três viadutos e três passagens da Imigrantes, e o projeto e os estudos irão definir exatamente as localidades, que dependem também do VLT, que já foi licitado pelo Governo do Estado e é um convênio com as Prefeituras de Santos e São Vicente. Estamos encaminhando passo-a-passo esse projeto. Iremos fazer um trabalho de urbanismo no entorno de onde passará o VLT. Cada pedaço será tratado de maneira diferente. Será uma grande obra para Região. O VLT não irá parar o trânsito, não é um trem, ele é muito rápido e vai dar outro padrão ao transporte, levando muito mais passageiros, de forma confortável. As pessoas terão prazer na viagem. E funcionará em um sistema intermodal porque quem irá abastecer são as lotações, quem levarão, por exemplo, quem mora na Náutica para as paradas. Isso desafogará o trânsito, porque muitas pessoas poderão deixar o carro em casa e também poderá diminuir o número de ônibus intermunicipais.
JV - Com relação as obras particulares, como a Secretaria está lidando com a população?
Elizabeth Correa - Estamos terminando a pavimentação da Capitão Mór-Aguiar e estamos mexendo nas calçadas para que as pessoas possam se locomover, priorizamos a acessibilidade à todos. Essa calçada do canteiro central, da praia, das praças é de responsabilidade da Prefeitura. Mas cada pessoa é responsável pela calçada na frente de sua casa. Nossa equipe de fiscais vem orientando a população de maneira que pensem na sua calçada. Fizemos um trabalho na Rua Tupi, lá tinha uma casa em cada altura e hoje ela é acessível do início ao fim. Como está sendo feita a da Linha Azul e da Praia do Itararé. Esse é um trabalho que o prefeito Tércio prioriza, a acessibilidade a todos. Então fazemos esse trabalho para que façam seus passeios de maneira que todos andem, tapem os buracos. Vamos distribuir em breve uma cartilha para população com dicas de materias para ser utilizados. Falamos para não deixar o entulho no meio da rua, mas dentro do seu quintal, consultar a prefeitura como ampliar e construir sua casa de forma a estar dentro da lei e em condições de higiene e salubridade. Não estamos aqui para multar, mas para orientar.
JV - Como é ser responsável por tantas obras de grande porte?
Elizabeth Correa - São Vicente vem num processo muito grande, com muitas obras de grande porte, como o teatro, VLT, passagens, o museu que estamos fechando o processo. Tem também as obras de habitação. Além disso continuamos com as obras da cidade, das secretarias de Saúde, Educação, Ação Social, como o ginásio que construíremos agora na Área Continental. Nossa parte é projetar, pegar os recursos, aprovar o projeto, licitar as obras, construir e entregar para a secretaria que passa a conduzir o equipamento.
JV - Qual a motivação para mais quatro anos de trabalho?
Elizabeth - Eu tenho um prazer muito grande de trabalhar na administração Tércio. Trabalho aqui há 13 anos, dois anos como secretária de Planejamento e agora unificou com obras particulares, que é um setor muito forte, aumentou bastante o trabalho, mas estamos desempenhando de maneira satisfatória dentro das expectativas do Prefeito. Eu gosto muito, sou arquiteta, tenho prazer em trabalhar nessa área e como técnica me realizo no dia-a-dia, me envolvo de coração com meu trabalho, eu vivo isso aqui e tenho prazer em trabalhar por São Vicente. Já fui agraciada com o título de cidadã vicentina e tenho muito orgulho disso. Se a população reconheceu eu tenho obrigação de fazer o meu melhor e acho que venho conseguindo juntamente com toda equipe. Ás vezes acham que a Prefeitura está parada, mas é que muitas vezes não depende só da secretaria, da secretária, do prefeito e sim muitas vezes do Governo Estadual, Federal. Mas lutamos realmente, cada verba destinada para São Vicente é concretizada em obras. Fazemos tudo para isso. Todo mundo sabe que São Vicente trabalha e não perde verba, vamos até o último suspiro para que ela saía em São Vicente.



