Editorial
- abril 16, 2009
Cerveja = barriga
Não se trata de hipocrisia, mas sim de respeito e responsabilidade, coisas que andam em falta na nossa sociedade.
Não levando-se em conta os apaixonados e fanáticos torcedores, são díficeis pessoas concordarem com a aparição do jogador Ronaldo, o “Fenomêno”, em um comercial de cerveja. Uma associação à imagem totalmente desnecessária para o jogador, já que dinheiro definitivamente não é o seu problema, e totalmente avesso a um País que quer educar e formar uma nova juventude.
“Ele é humano. Ele também bebe uma cervejinha”. Ninguém aqui pode julgar o que Ronaldo faz na sua vida, mas utilizar sua imagem de ídolo em um país que respira futebol para induzir as pessoas a beberem cerveja é inaceitável. Principalmente quando falamos de esporte e saúde. Pior ainda é querer comparar o seu grande esforço de voltar três vezes ao futebol com o suor da cerveja. É rídiculo.
Como Ronaldo não é único exemplo, é plausível a idéia do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em que defende a proibição da aparição de “pessoas famosas, artistas e atletas” na veiculação de propagandas e peças publicitárias de bebidas alcoólicas. Acredito que tal veto não seria juridicamente legal, porém, deveria vir da consciência de cada “celebridade” nacional se não lutar contra o consumo de bebidas, de cigarro, pelo menos se abster da causa.
Mas Ronaldo diz que isso é normal na Europa, só esquece que estamos no Brasil, um país que carece de educação e de ídolos. Por isso, que todos que pensam um dia em se tornar um craque, um “fenômeno” como Ronaldo, não achem que a cerveja deva fazer parte dessa jornada. Pelo contrário, ela não se enquadra na vida de um atleta. Se há alguma coisa parecida que possa conseguir com a bebida, com certeza é a barriga.





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