Personalidades
- abril 20, 2009
Michael Timm

Conheça um pouco mais sobre a carreira de Michael Timm. O menino que nasceu na Alemanha e passou a infância em São Vicente é atualmente diretor-geral da Stockler Brasil e acaba
de assumir a presidência da Associação Comercial de Santos. Confira:
Nascido na Alemanha, Michael Timm veio ainda criança para o Brasil, onde viveu a sua infância em São Vicente. Optou na faculdade pela carreira como administrador de empresas e teve sucesso na empreitada. Atualmente é diretor-geral da diretor da Stockler Comercial e Exportadora.
Além disso, Timm também é cônsul honorário da Alemanha, além de membro de várias entidades, como o Conselho de Autoridade Portuária (CAP), da Câmara Consultiva do Café da BM&F Bovespa, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e do Conselho de Administração da BM&F.
Depois de já ter ocupado o cargo de de diretor e presidente do Departamento de Exportadores de Café da Associação Comercial de Santos, Timm decidiu concorrer à presidência da entidade, vencendo as eleições e tendo agora como meta trazer de volta o associado para a associação.
Conheça agora um pouco mais sobre sua vida e trajetória:
Jornal Vicentino - Onde você nasceu e quais as principais lembranças de infância?
Michael Timm - Nasci em Bremen, na Alemanha. Passei até os 10 anos em São Vicente, na Rua Pero Correa. Tenho muitas lembranças da Cidade, da Praia do Itararé, na época era bem limpinho, era minha infância. Frequentava muito o Golfe Clube, a Hípica. Com 10 anos mudei para Santos. Praticava tênis, tentava futebol, porque era muito ruim (risos). Estudei no Colégio Tarquinio Silva do Pré-Primário até o Terceiro Colegial. Era um aluno médio, sempre passei e sempre me saía razoavelmente bem.
JV - Como foi a escolha da profissão de administrador de empresas?
Michael Timm - Fui para São Paulo, fiz administração na Fundação Getúlio Vargas. Na infância quis ser arquiteto, quis ser engenheiro, quis ser tudo. No final escolhi administração de empresas. A gente vai para a faculdade muito novo, não sabe exatamente o que a gente quer fazer. Infelizmente, com 17, 18 anos, temos essa escolha difícil. Isso é algo que tento por para os meus filhos, hoje eles não sabem, mas quero que eles façam umas coisa que queiram e gostem. Tive sorte, fiz administração de empresas, adoro e trabalho com isso desde que me formei.
JV - Em que momento viu que era isso mesmo que queria fazer? Quais foram seus primeiros empregos?
Michael Timm - Uns três anos depois de formado (risos). Trabalhei no Banco Francês e Brasileiro durante um ano, depois fui para a General Eletric do Brasil, por três anos. Em 1985 vim para a Stocker Brasil, onde estou até hoje. Meu pai era um dos sócios da empresa, me convidou para trabalhar lá e eu aceitei.
JV - Como foi sua trajetória dentro da Stocker Brasil?
Michael Timm - Hoje sou diretor-geral. Comecei em 1985, fiz um treinamento em Nova Iorque de um ano e meio, além de outro na Alemanha por seis meses. Voltei no final de 1987 e, em 1989, já assumi a gerência geral da firma. No ano de 1995, assumi a diretoria-geral da empresa. Já fazem 14 anos.
JV - Qual sua opinião sobre a atual situação da exportação do café neste momento de crise internacional?
Michael Timm - Desde setembro quando a crise se agravou, o Brasil só tem batido recorde de exportação. Engraçado, o café não participou da festa antes, não foi convidado para aquele boom econômico, tudo estava uma maravilha, todo mundo ganhando uma fortuna. Também não está tendo a ressaca com a crise. O café brasileiro continua crescendo, ganhando mercado. No fim a crise acabou ajudando porque você teve desvalorização do real, o que tornou o café brasileiro mais competitivo e continuamos ganhando mercado, além de uma participação muito importante no mercado mundial.
JV - Santos ainda é o centro do café?
Michael Timm - É. 70% do café do Brasil sai pelo Porto de Santos. O café vem muito de Minas Gerais direto para o Porto. No passado você tinha 30 armazéns gerais em Santos onde o café era processado para exportar, na época que se produzia muito café no estado de São Paulo. Outro dia estava vendo que a política do café com leite está voltando, só que o café e o leite estão em Minas Gerais, então essa política hoje é Minas Gerais com Minas Gerais (risos). Hoje Minas produz 50% do café do Brasil e São Paulo corresponde a 10% da produção brasileira, caiu muito, pois foi tomado pelas áreas de cana de açúcar e laranja.
JV -Além disso, o senhor é consul-honorário da Alemanha. Como aconteceu a ocupação desse cargo e qual sua função?
Michael Timm - Sou cônsul-honorário da Alemanha para Santos e Região. Já fazem sete anos. O trabalho é representar a Alemanha para a Baixada Santista. Você tem muitos alemães aposentados e eles precisam, uma vez ao ano, comprovar que estão vivos para receber a aposentadoria, além de precisar vir ao consulado. Eles também tem direito a voto. O meu nome foi escolhido devido a ligação com a Alemanha. Meu pai foi o consul-honorário anterior e indicou outra pessoa, que depois acabou me escolhendo para ocupar o cargo.
JV - Quando decidiu se candidatar a presidente da Associação Comercial de Santos?
Michael Timm - Eu já estou envolvido com a Associação Comercial desde 1985, quando vim para Santos. Meu tataravô foi sócio-fundador da Associação Comercial em 1870. Quer dizer, tem essa história com meu tataravô, bisavô, avô e pai; agora é quarta geração em envolvimento com esta Casa. Tenho muito carinho e um grupo de empresários me convidou para encabeçar uma chapa e eu aceitei. Me convidaram há 2 anos, mas como fazia parte da diretoria que estava, como vice-presidente, eu não quis sair para concorrer com o pessoal que eu estava trabalhando junto durante dois anos. Me afastei e, agora, voltei.
JV - Como foi a disputa nestas últimas eleições?
Michael Timm - Foi uma vitória sofrida, difícil. São 263 associados da Associação Comercial e, no penúltimo dia, só 200 associados podiam votar. Excluíram 44 associados que poderiam votar, que estavam em dia com suas mensalidades e tinham algum problema cadastral, o que para mim foi algo muito injusto, porque quem paga a mensalidade e não tem dinheiro de votar é um absurdo. Por coincidência, 20 e poucas pessoas votavam com a gente e as outras eram multinacionais que não iriam votar, o que deixou o processo eleitoral muito conturbado. Mas foi uma vitória que mostrou o que o associado queria da Casa.
JV - Disputando como oposição, o que mudar nesta gestão da Associação?
Michael Timm - Eu não chamo de oposição. É pelo fato deles serem a posição. Mas eu acho que era hora de mudar. Nossa chapa sempre bateu muito na tecla que a associação era do associado e não da diretoria. Nós achávamos que a diretoria anterior estava trabalhando muito para a diretoria. Ela sabia o que fazer pelos associados e, na verdade, nós não sabemos o que o associado quer. Por isso, estamos fazendo cotação para fazer uma pesquisa de mercado para ver o que o mercado quer. Dá para fazer uma pesquisa bem feita para fazer o associado voltar a casa. Ele não estava usando, nem frequentando, nós queremos trazer o associado de volta para casa.
JV - Já tem definida as metas para esta gestão?
Michael Timm - Ainda não. Nossa primeira ação é contratar a pesquisa de mercado. Trabalhar em cima do Estatuto Social e Regulamento Interno, que, na nossa opinião, tem muitas falhas. Temos que fazer adaptações para que a Associação tenha as regras certas e para que no próximo processo eleitoral não tenhamos os problemas que tivemos desta vez. Queremos transparências, que os nossos 263 venham aqui e exerçam seu poder de voto com tranquilidade, e não como tem acontecido.
JV - Como conciliar as tarefas diárias com mais esta função?
Michael Timm - Tornou o dia-a-dia mais corrido. Tenho mais funções, mais coisas para fazer. Quer dizer não é só cuidar do meu negócio, agora tem que cuidar do meu e estar junto com a diretoria administrando a Associação Comercial. Nas horas vagas, gosto de estar com meus filhos, minha mulher, minha família, viajar, praticar esportes, como caminhada e musculação, além de ir aos jogos do Santos. Mas tem que conciliar. Em primeiro lugar a família e, depois, vem os outros.





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