Reformulando e educando

Durante reunião no Ministério da Educação (MEC) para conhecer os conteúdos do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) anunciou que quer universalizar a prova.
A mudança pode começar já em 2010. Hoje a participação no Enem é voluntária, mas, pela proposta, passaria a ser obrigatória para todos os estudantes da rede pública. Em 2008, 4 milhões de alunos se inscreveram no exame.
A ideia é que com a universalização, o Enem passe a certificar a etapa. Ou seja, para obter o diploma do ensino médio, o aluno precisará participar da prova. O formato atual, em que a participação do Enem é voluntária, causa distorções nas notas que são atribuídas a cada escola.
Vale ressaltar que quanto mais a escola se enxergar no exame, com a participação de todos os alunos, ela poderá compreender suas deficiências e evitá-las a longo prazo.
Para os alunos que estão fora da rede, o Enem vai substituir o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O exame tem o objetivo de avaliar as competências e habilidades básicas de jovens e adultos que não tiveram acesso ao ensino regular na idade adequada. Nesse caso, para obter o diploma do ensino médio, o aluno terá de alcançar uma nota mínima, que será determinada pelas secretarias de estado.
Ao que parece, agora a prova será mais focada na compreensão de problemas do que na memorização de datas ou fórmulas. Enfoque ideal, diga-se de passagem, uma vez que a memorização de fórmulas é, geralmente, inútil para o dia-a-dia do estudante. Ponto positivo para a Educação.

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