Editorial
- junho 12, 2009
Trabalho infantil
Mais de 100 milhões de meninas trabalham em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desse total, cerca de 53 milhões são vítimas de exploração sexual comercial e são submetidas ao regime de servidão, atividades que estão entre as piores formas de trabalho infantil.
Os dados fazem parte do relatório Demos uma Chance às Meninas, divulgado pela OIT por ocasião do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil (12 de junho). O estudo também aponta que, do total de meninas que trabalham, 20 milhões têm menos de 12 anos (37,7%) e 32,3 milhões estão na faixa de 5 a 14 anos (61%). A maioria realiza atividades agrícolas. No setor de serviços, que inclui crianças no trabalho doméstico, as meninas representam 30% do total, e na indústria, 9%.
A informação é preocupante e mostra uma deficiência enorme na fiscalização e no controle por parte do Governo Federal com relação a exploração dessas meninas no Brasil. O erro pode ser visto quando o relatório conclui que meninas com acesso ao ensino têm mais probabilidade de ter melhores condições de vida e maior poder de decisão na fase adulta. Ou seja, mães que estudaram na infância estão mais propensas para manter o filho na escola e evitar o trabalho infantil.
Por isso, está nítido que somente a educação e o investimento maciço neste setor podem resolver este problema que envolve mais de 100 milhões de meninas no mundo. Não apenas o ensino, mas também dar oportunidades iguais para as meninas e para os meninos, o que não podemos presenciar em todos os países e comunidades, mas trata-se de um direito de todo ser humano.



