Cheiro de pizza

Mesmo depois de mais de quatro horas de reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada do PT no Senado ainda não fechou questão se mantém firme a ideia de afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ou se dá apoio à permanência do peemedebista no cargo.
O senador Eduardo Suplicy (SP) foi o único a falar com imprensa após o encontro com Lula, que terminou por volta das 1h30 de ontem (3). De acordo com o parlamentar, durante a reunião todos senadores da bancada, exceto Flávio Arns (PR), que não estava presente, expuseram a opinião sobre o assunto ao presidente. A maioria, relatou, foi a favor do licenciamento de Sarney.
A bancada petista na Casa, formada por 12 parlamentares, já adotou três discursos diferentes em relação à possibilidade de afastamento de Sarney. Primeiro, disse que aconselhou o peemedebista a se licenciar temporariamente do cargo. Depois, pressionada pelo Palácio do Planalto, recuou e descartou a ideia e passou a defende-lo. Em seguida, voltou a se manifestar a favor da saída de Sarney.
Ao longo da semana, PSDB, DEM e PDT se manifestaram oficialmente a favor da licença de José Sarney. O P-SOL protocolou na Mesa Diretora da Casa uma representação contra o senador que pode resultar na abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar.
Muito se debateu nas última semanas, mas, para variar, o adiamento sobre o polêmico Caso Sarney continua. E que essa demora está cheirando à “pizza”, está.

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