Nossa Cidade
- agosto 17, 2009
Parque Ambiental Sambaiatuba testa plantio de pimentões e repolhos em estufa hidropônica

O Parque Ambiental Sambaiatuba, no Jóquei Clube, em São Vicente, está realizando testes inovadores com o cultivo de pimentões e repolhos em estufa hidropônica. A nova forma de cultivo faz parte do projeto já desenvolvido com as alfaces. A vantagem do processo hidropônico está no tempo de colheita. Os pimentões e repolhos, que normalmente levam quatro meses para serem cultivados na terra, consomem metade do tempo na estufa, informou a encarregada de e educação ambiental do parque ambiental, Débora Pontes.
A técnica é inédita no Brasil. “Algumas experiências com pimentões estão sendo feitas no País, mas com repolho não havia nenhum registro”, salientou Débora. As pesquisas continuam pelos próximos seis meses, tempo que a encarregada considera suficiente para obter resultados ainda melhores. A colheita deve ser realizada na próxima semana. Toda a produção do parque, administrado pela Codesavi, tem como destino projetos desenvolvidos pelo Fundo Social de Solidariedade de São Vicente (FSS).
Desde abril de 2007, por orientação do prefeito Tercio Garcia, que também é engenheiro agrônomo, o Parque Ambiental desenvolve o projeto da estufa hidropônica, que consiste num sistema de cultivo em água, sem uso de solo, protegido por uma estufa. Os nutrientes que a planta precisa para sobreviver e crescer são colocados numa caixa d’água ligada a uma tubulação plástica, proporcionando a irrigação direta dos vegetais. “Fico feliz que um local que gerava tantos problemas hoje é uma fonte de soluções para toda a sociedade, que abriga iniciativas inteligentes, como a horta hidropônica. É a prova da capacidade de superação do ser humano, quando bem orientado”, disse o prefeito.
O projeto já foi reconhecido por outras cidades da região, que buscam informações. O Centro Educacional Recreativo (CER) “Parque São Vicente I” também já possui uma horta hidropônica.
Luta histórica
A transformação do Lixão do Sambaiatuba em Parque Ambiental teve seu marco histórico no dia 1o de abril de 2002, quando o depósito foi desativado e o lixo gerado na Cidade passou a ser encaminhado para aterro sanitário em Mauá. O então presidente da Codesavi, Tercio Garcia, terminou com um ciclo de 32 anos marcado por inúmeros problemas ambientais e sociais. O Município investiu R$ 520 mil no projeto de extinção do lixão, medida que teve reflexos positivos em toda a região.
O imenso depósito de 47 mil m2, 17 metros de altura de detritos compactados e que recebia 240 toneladas/dia de lixo, foi transformado em um parque com muitas árvores e um viveiro de mudas. A área ganhou escola de Educação Ambiental, quadras de esporte, pista de cooper, playground, viveiros, cursos de panificação, corte e costura, informática, alfabetização e ex-catadores conseguiram outros empregos ou tornaram-se agentes de reciclagem, verdadeiros cidadãos, com conta em banco e dignidade.
O lixão passou a produzir, além de mão-de-obra capacitada, adubo orgânico e milhares de mudas de árvores e flores que hoje embelezam praças e ruas de São Vicente. De lá também saíram mudas de mangue para repovoar áreas antes degradadas. No parque ainda é feito um trabalho de educação ambiental com escolas do município. Alunos a partir da 5ª série podem participar do projeto, que tem como objetivo principal conscientizar os jovens sobre o lixo e a reciclagem.
OUTRAS EXPERIÊNCIAS
Com o objetivo de ensinar os alunos a cuidar de uma horta orgânica, seis unidades do CER contam com a oficina de educação ambiental que tem o apoio do Parque Sambaiatuba: CER do Parque São Vicente I, Parque São Vicente II, Parque São Vicente III, Náutica III, Vila Ema e Jardim Rio Branco. Os alunos plantam, regam e colhem os produtos. Além disso, dentro do projeto, aulas são oferecidas por monitores são capacitados bimestralmente com cursos de reciclagem, artesanato, o catapilha (apoiado pelo Banco Real) entre outras.





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