Geraldo Alckmin lidera com folga disputa pelo governo de São Paulo

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Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Datafolha mostra uma liderança folgada do atual secretário de Desenvolvimento de São Paulo, Geraldo Alckmin, na disputa pelo Governo de São Paulo. O nome mais forte do PSDB para a disputa aparece com 43% das intenções de voto.
Atrás dele está a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, com 16%, seguida da grande novidade no cenário político para 2010, que é o deputado federal do PSB, Ciro Gomes. Ele aparece com 12% das intenções, em uma disputa contra Marta e Alckmin. Essa é a primeira vez que a pesquisa incluiu o nome de Ciro na disputa pelo governo paulista.
Mesmo assim, há muita indefinição na escolha dos nomes para a disputa. Alckimin brigará para entrar na disputa contra nomes aparentemente mais fracos, como o secretário estadual da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM.
Já Ciro é o candidato preferido do presidente Lula para o Governo paulista. Com o nome cotado também a disputa presidencial, precisa enfrentar a resistência da ala petista ligada a Marta Suplicy.
Sem Alckmin, Marta e Ciro Gomes sobem nas pesquisas. A petista e o prefeito Kassab aparecem com empate técnico (22 e 20%, respectivamente). Já sem Alckmin e Marta, Kassab liderá com 22%, com Ciro Gomes aparecendo com 18%, que pode ser considerado um empate técnico, já que a margem de erro são dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Paulo Maluf varia de 11 a 14%, dependendo dos seus adversários, sendo sua melhor situação uma disputa contra Ciro e Kassab. A subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS) varia de 4% a 7%. A ex-prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina, do mesmo PSB de Ciro, tem de 4% a 5%, dependendo dos concorrentes. Paulinho (PDT), Campos Machado (PTB), Ivan Valente (PSOL) e Paulo Skaf (sem partido) não passam de 3% em nenhum dos cenários
Serra: 57% de ótimo e bom
A avaliação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), atingiu o maior patamar em dois anos e sete meses de governo, com 57% dos eleitores que avaliam sua gestão como boa ou ótima. A taxa dos que consideram seu governo regular variou um ponto para baixo, para 32%, e o índice dos que veem sua administração como ruim ou péssima permaneceu em 9%.
Segundo o Instituto de Pesquisa Datafolha, o seu desempenho é melhor no interior, quando chega a 63%, do que na capital, onde fica dez pontos percentuais abaixo da sua média, com 47%. Na divisão por renda, seu melhor desempenho é entre os que ganham até dois salários mínimos, com 61% de ótimo ou bom. Entre os que ganham mais de dez mínimos, cai para 48%. Sua nota média, de 6,7, é igual a da última pesquisa.

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