Verdade incoveniente

Relembrando o título do documentário sobre aquecimento global do ex-candidato à presidência norte-americana, Al Gore, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse uma “verdade incoveniente” durante reunião com os governadores dos nove estados da Amazônia Legal. Para o ministro, os países ricos que devem financiar a redução do desmatamento no Brasil.
A posição brasileira é que os países desenvolvidos têm que fazer um dever de casa muito alto, uma vez que eles são os responsáveis pelos problemas ambientais que levaram ao aquecimento global. Além de reduzirem, os países desenvolvidos deverão financiar os subdesenvolvidos para preservar e reduzir as emissões.
Minc afirma que houve consenso, durante a reunião, de que os estados do Norte precisam receber recursos para “manter a floresta em pé”. O ministro afirmou também que o Brasil vai propor a criação de um “mecanismo de mercado” para financiar um adicional de redução de carbono para os países ricos.
A Europa, por exemplo, diz que vai reduzir em 30% suas emissões. Mas para quem não lembra, o ideal é que a taxa de redução seja de 40%. De quebra, os países ricos ainda precisam acabar com a história de que a Amazônia é uma vilã.
Ao que parece, a delegação brasileira vai “falar grosso” na Conferência sobre Mudanças Climáticas que acontecerá em dezembro em Copenhague, na Dinamarca. E a esperança do povo brasileiro é que realmente “falem grosso”, pois os brasileiros não aguentam mais ver seu principal patrimônio natural à mercê da arrogância alheia.

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