Beto Hora

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São Vicente, terça-feira, 22 de setembro, 18 horas. Grande movimentação no Carrefour. Motivo? O Programa “Na Geral”, da Rádio Bandeirantes, comandado por Lélio Teixeira, José Paulo da Glória e Beto Hora, será transmitido direto da Cidade. O público se aglomera nas instalações do hipermercado para acompanhar o trio que é líder de audiência no horário.
Minutos antes do programa ir ao ar, o humorista Beto Hora concede entrevista ao Jornal Vicentino. Com um bom humor que lhe é característico, Beto fala sobre sua infância na Zona Leste de São Paulo, a vinda para a Baixada Santista e seus trabalhos na Comunicação.
Os diversos personagens que fazem parte de seu repertório não são à toa. O humorista confessa que fazia piadas desde pequeno e sempre teve facilidade para imitar outras pessoas. De quebra, ainda usava tal artifício para atrair a atenção das meninas.
Anos depois, começou a trabalhar como office-boy, operador de fotocopiadoras e até atuou no ramo de cozinhas industriais. Após ingressar em diferentes segmentos do mercado, finalmente pôde trabalhar com suas duas paixões: a Publicidade e o Humor.
Dono de um timbre marcante, emprestou a voz para diversos comerciais e, quando menos esperava, estava ao lado de Lélio Teixeira e José Paulo num programa humorístico sobre futebol nas ondas do rádio.
Hoje, o “Na Geral” está há sete anos na Rádio Bandeirantes e conta com diversos fãs espalhados por todo o País. E Beto, com suas imitações próximas da perfeição, atrai ainda mais admiradores para o programa.
Confira agora a trajetória de vida do humorista e radialista Beto Hora:
Jornal Vicentino - Onde você nasceu e quais as principais lembranças da infância?
Beto Hora
- Nasci em São Paulo, sou paulistano até de hospital, pois nasci no Hospital São Paulo. Tenho muitas lembranças da minha infância. Apesar de ter sido pobre, foi uma infância maravilhosa. Cresci num bairro da Zona Leste de São Paulo chamado Jardim Maringá. Jogar peão e empinar pipa? Eu era ótimo! Aos 18 anos, mudei para Itanhaém. E os esportes mudaram, também. Surfe, pesca, futebol de areia, enfim, pratiquei diversas modalidades.
JV - Onde você estudou e como era seu desempenho escolar?
BH
- No primário, estudei no Olga Marinovic Doro e, depois, cursei um colégio técnico de Publicidade chamado Visconde de Cairu. Anos depois, fui para Santos e fui graduado pela Universidade Católica de Santos. Meu desempenho como aluno? Eu era muito louco. Na verdade, nunca quis saber muito de estudar, pois eu era músico e só queria me divertir. Até tentava aprender algumas coisas, mas era difícil devido ao meu comportamento.
JV - Desde pequeno, já percebia um talento para trabalhar com humor?
BH
- Sim, desde pequeno. Quando menor, eu era gordinho. E o gordinho da turma sempre precisa fazer algo para chamar atenção das meninas, caso contrário fica sozinho no baile. Sempre fui muito brincalhão. Na minha época não falava-se imitar os outros, mas, sim, remendar. Fui desenvolvendo minhas imitações, a voz foi evoluindo e, agora, virou profissão.
JV - Quais atividades exerceu antes de trabalhar com Rádio?
BH
- Trabalhei em muitas áreas. Fui office-boy, operador-chave de máquina de fotocópia, e fiz até curso para isso, inclusive. Depois, fui trabalhar numa empresa dos meus primos que atuava na área de cozinha industrial. No Litoral, tive uma fábrica de blocos e, também, uma marcenaria. Fui até pescador, numa época que resolvi viver apenas da pesca. Fiz coisas para caramba em toda minha vida.
JV - Em 1991, você resolveu ingressar na área publicitária emprestando sua voz. Sempre gostou de Publicidade?
BH
- A Publicidade sempre me encantou muito. Entrei nessa área por meio das mãos do Antônio Viviani, que é um dos vozeirões da área publicitária. Quando comecei a trabalhar, eu pensei: “adorei e é aqui que eu quero ficar”. Fiz muitos comerciais que fizeram sucesso, como o “Super 15, o herói do seu bolso” (voz do comercial). Enfim, fiz tantas coisas, mas não lembro agora de todas.
JV - Como surgiu a oportunidade trabalhar na Rádio Bandeirantes?
BH
- Tínhamos o “Na Geral” na Rádio Brasil 2000, que era uma emissora simples e com pequeno alcance. Mas alguém nos ouviu. E era o Marcelo Parada, ex-vice-presidente da Rádio Bandeirantes, juntamente com o Marcelo Mainardi. Ambos pensaram: “vamos fazer uma proposta para esses malucos trabalharem na Rádio Bandeirantes”. Hoje, estamos há sete anos na emissora e é algo fantástico
JV - Você está no Programa Na Geral desde 2000. É como fosse sua segunda família?
BH
- Com certeza. Convivendo tanto tempo juntos, considero uma família de loucos. Todos são doidos, pois é uma família problemática, onde os caras precisam tomar remédios e levar choques (risos). É algo maravilhoso.
JV - E sua função de comentarista no Programa Jogo Aberto? Como foi essa experiência?
BH
- Não foi uma experiência muito boa. Me senti deslocado naquele programa, porque os caras entendem muito de futebol. Já eu não entendo nada sobre o esporte, uma vez que meu negócio é brincar com o futebol. Na verdade, eu não entendi a proposta deles; e nem eles entenderam a minha proposta de brincar com o que eu não sei. Acabou ficando um clima meio negativo e eu achei melhor sair. De qualquer forma, valeu a experiência, pois toda experiência é válida. Apenas não foi uma experiência muito agradável.
JV - Além de trabalhar com Rádio e TV, exerce outras atividades? Quais?
BH
- Continuo trabalhando com Publicidade, emprestando a minha voz para comerciais, e faço um show chamado “Não Recuse Imitações”, com o Alaor Coutinho. Esse show existe há 15 anos, onde faço imitações de cantores e outras personalidades.
JV - O que costuma fazer nas horas vagas?
BH
- Nas horas vagas, conserto uma porta, chuleio um botão, faço tudo. Brincadeira. Nas horas vagas, dedico o tempo para ficar com a família mesmo (risos).
JV - Quais são seus próximos objetivos profissionais?
BH
- Gostaria de um programa de televisão para o “Na Geral”. Acredito que o dia que o produto for descoberto por alguém que tenha uma sensibilidade televisiva, dará um tremendo produto para a televisão. Ainda não encontrei ninguém que tivesse disposição para fazer isso. E nenhuma emissora também, nem mesmo a Bandeirantes quis até agora. Mas quando descobrirmos um formato bacana, será um ótimo programa. A prova disso é o número de pessoas presentes aqui para assistir a um programa de rádio. Eu, particularmente, nunca vi nada igual.

Obs:
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  1. 2 Comentários para “Beto Hora”

  2. vi o beto no programado jô, ai pessoal da tv globo, pô meu contrata esse cara, ele é 10.

    Por glaucio becker em nov 26, 2010

  3. VOÇÊ LEMBRA DAQUELE MERCEDES BENS BRANCO VÉIO QUE VOÇÊ LAVAVA LÁ NO LAVA RÁPIDO ESPACIAL NA VILA DALILA!!!
    BOA SORTE NA SUA CARREIRA !!!
    OBS: TAMBÉM CRESCI NO JD MARINGÁ

    Por JEVERSON em nov 10, 2011

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