Editorial
- setembro 28, 2009
Números iguais
O Brasil melhorou uma posição no Índice de Competitividade divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No ano passado o país ocupava a 38ª posição e passou para 37ª este ano. O Índice de Competitividade (IC) é realizado desde 2008 pela Fiesp e avalia a competitividade com base em 83 variáveis quantitativa. Entre os critérios de medição do IC estão fatores como: saúde, educação, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, carga tributária e taxas de juros.
Apesar da melhora no ranking da competitividade, o Brasil está entre os últimos colocados de um lista que reúne 43 países que juntos respodem por cerca de 90% do PIB mundial. O Brasil aparece atrás, por exemplo, da Argentina, Venezuela e o México. Esses países, apesar de não terem criados novas vantagens competitivas, têm elementos como juros menores (no caso do México) e maior escolaridade e baixo analfabetismo da população (como na Argentina), atraindo assim mais investidores.
Os problemas de infraestrutura continuam como o principal entrave para que o Brasil alcance uma melhor colocação. O país vai crescer, mas resta saber se terá infraestrutura para suportar este crescimento ou se vão faltar aeroportos, estradas, tecnologia.
Há quem diga que a Copa de 2014 contribuirá com boa parte da infraestrutura do País. Essa é a esperança para subir um pouco mais no ranking da competitividade. Mas muitos esquecem que quem pagará a “super conta” será o povo brasileiro.





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