Editorial
- outubro 1, 2009
Dúvidas olímpicas
Em busca de sua autoafirmação, o Brasil torce para ser eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Enquanto se falava inicialmente sobre a candidatura, muitas pessoas, atletas e autoridades se posicionavam contra o alto investimento em uma cidade sem muita estrutura para receber a competição. Agora, que virou uma disputa contra norte-americanos, espanhóis e japones, a briga ganhou ares de Copa do Mundo de Futebol e a grande maioria quer o Rio vencedor nesta sexta-feira na Dinamarca.
Em termos de benefício, o País que mais pode ganhar socialmente com os Jogos Olímpicos é o Brasil. Primeiro porque a América do Sul nunca recebeu a competição e segundo, porque trata-se de um país em pleno desenvolvimento econômico, tentando deixar de ser o País do futuro, para o do presente e porque o evento pode, de verdade, amenizar graves problemas sociais, como a violência carioca.
Quem sabe o investimento que é prometido para combater a criminalidade no Rio realmente não dê resultados significativos, que ao contrário dos Jogos Panamericanos de 2007, o legado da competição seja usado para que novos talentos tenham infra-estrutura para se desenvolver, ainda mais motivados depois de ver de perto dos principais atletas do planeta em solo brasileiro, e também outros setores importantes como transporte e habitação.
Mas, como não podemos prever o futuro em um país onde nossos políticos nos envergonham cada vez mais quando se trata do dinheiro público, fica difícil afirmar com convicção se será realmente uma vitória brasileira. Ainda mais que estaremos sobrecarregados com um outro grande evento que é Copa do Mundo de 2014. Já que há dúvida, a grande maioria do povo brasileiro vai querer mesmo ver Obama saindo derrotado da Dinamarca.





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