Visando o futuro

Preocupado com o aquecimento global, o Brasil pode chegar a 2020 com os mesmos índices de emissão de gases de efeito estufa medidos em 2005, de 2,2 bilhões de toneladas anuais, sem comprometer a meta de crescimento econômico de 4% ao ano. O cálculo é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que já apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proposta da pasta para a posição a ser defendida pelo Brasil na reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, em dezembro, em Copenhague.
Vale ressaltar que se nada for feito, o País chegará a 2020 com 2,8 bilhões de toneladas, que equivale a um crescimento de 30%. A aposta brasileira está na redução do desmatamento, no combate à desertificação, no uso de etanol e de biocombustíveis e no estimulo ao uso de carvão vegetal para reduzir a curva de crescimento de emissões do país e estabilizar as emissões até 2020.
O esforço, no entanto, depende de recursos internacionais. A convenção da ONU sobre mudanças climáticas prevê que países ricos financiem ações de redução nas nações em desenvolvimento, mas o mecanismo para o repasse e os valores ainda não estão definidos. Pelos cálculos de Minc, seriam necessários cerca de de US$ 10 bilhões por ano para financiar as ações brasileiras.
Mesmo sendo avaliado de forma superficial pelas autoridades brasileiras, a emissão de gases de efeito estufa deve ser uma preocupação constante do governo. O mais importante, sem dúvida alguma, é não deixar o tema cair no esquecimento, tanto das autoridades quanto da população.

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