NAVEGAR É PRECISO

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Idealizador do projeto, vereador Roberto Rocha  apresenta sistema de transporte público aquaviário de São Vicente.
Mariana, Branco, Piaçabuçu. Esses são os nomes de alguns rios que passam por São Vicente, mas muitos vicentinos desconhecem. O que também muitos não sabem é do potencial hidroviário da Cidade, que passará a ser explorado devido ao projeto de lei aprovado na sessão desta quinta-feira (12), na Câmara Municipal, que autoriza a implantação do sistema de transporte aquaviário em São Vicente.
O sistema aquaviário chega para dar mais eficiência, qualidade e rapidez no transporte vicentino, que utiliza ônibus e lotações para se locomover pela cidade e também para outros municípios da Região. Para simplificar as vantagens do novo transporte, basta saber que uma rota simulada de barco entre o Japuí e o bairro do Samaritá, em uma velocidade equivalente a 14km/h, pode ser feita em 15 minutos, enquanto com outros meios ela dura até 45 minutos.
Para mostrar o potencial dos rios vicentinos, o idealizador do projeto, vereador Roberto Rocha, levou a equipe do JV para conhecer os rios da Cidade. Durante o trajeto, pode-se comprovar a rapidez e segurança do transporte, já que os rios vicentinos são ideais para navegação, além de diversos lugares apontados pelo vereador como propícios para construção de píeres, que funcionarão como “pontos”, para receber os usuários.
A ligação entre a área insular com a área continental é um dos grandes trunfos do sistema de transporte aquaviário, como explicou o vereador Roberto Rocha. “A cidade conta com 11 quilômetros de rios navegáveis, repletos de belezas naturais, que representam um acesso rápido entre os bairros da Área Continental, e bairros da área Insular”, explica o vereador.
Roberto apresentou em março uma indicação ao Executivo solicitando o estudo para a viabilidade técnica do transporte, que foi prontamente aceito pelo Prefeito Tércio Garcia, que enviou o projeto de lei para a Câmara. Segundo o vereador, a idéia é utilizar os três rios vicentinos: Piaçabuçu, Mariana, Branco, além do próprio estuário, em rotas e pontos estabelecidos. O embarque e desembarque de passageiros poderiam ser feitos em atracadouros e píeres fixos ou flutuantes.
Mais do que as vantagens no transporte, o idealizador do projeto também acredita que a Cidade terá reflexos positivos na economia. “Como na época em que foram criadas as lotações, o impacto será sentido no comércio e na prestação de serviços. O novo transporte também aumentará a geração de empregos e poderá receber investimento do empresariado, que poderá explorar o comércio na margem dos rios e ao longo dos canais, acelerando o desenvolvimento de algumas áreas do Município”, explicou.
Tercio está empolgado com projeto
O prefeito Tercio Garcia compara a instalação do sistema de transportes aquaviário em São Vicente com a chegada das lotações há alguns anos. “Será um grande ganho em qualidade de vida e mobilidade para todas as pessoas. Trata-se de uma vocação da nossa Cidade que trará muitos benefícios econômicos para todos”, diz.
Tercio ressaltou que São Vicente sai na frente com relação a exploração do sistema de transportes aquaviário. “Contamos com a sensibilidade do vereador Roberto Rocha, que idealizou o projeto, e de toda a Câmara de São Vicente, que aprovou o projeto com muita rapidez”, explicou.
Mas, o prefeito já pensa no transporte de forma metropolitana. “Hoje 30% das pessoas que trabalham no pólo petroquímico de Cubatão ou no Porto de Santos moram em São Vicente. Um caminho feito, por exemplo, entre a Esplanada dos Barreiros e a Cosipa tem 35 km por terra e 15 km pelo mar. Um caminho para o Porto de Santos que pode demorar 2 horas, pelo transporte aquaviário dura 30 minutos. Em um dia, são 3 horas que o trabalhador ganha para ficar com a sua família. Além disso, ficaremos com um trânsito melhor nas ruas”.
Barcos são mais econômicos e menos poluentes
O vereador Roberto Rocha também ressaltou no projeto as vantagens das embarcações que serão utilizadas no sistema de transporte aquaviário, além dos custos inferiores em comparação ao modelo rodoviário (em torno de 1/3). Ele cita a economia de combustível, o baixo custo de manutenção, elevada vida útil da via, índice de acidentes inexpressivos, investimento público mais baixo e a diminuição do consumo do óleo diesel, promovendo redução da emissão de poluentes.
Em consulta ao Instituto de Estudos Marítimos, o idealizador do projeto mostrou algumas embarcações que podem ser utilizadas no transporte como as das fotos: 1º (lancha de 9 metros para até 30 passageiros com bagagem), 2º (lancha com 6,6 metros de comprimento e 2,10 metros de largura, capacitada para 30 pessoas e velocidade de até 8 nós), 3º (embarcação utilizada na Travessia - Iranduba Manaus), e 4º (lanchas rápidas utilizadas na travessia Valença - Morro de São Paulo, na Bahia).

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