Críticas construtivas

O acordo climático está dando o que falar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os Estados Unidos e a China precisam assumir “mais responsabilidade” na tentativa de estabelecer metas para redução da emissão de gases de efeito estufa. Ontem, os dois países anunciaram que não será possível definir números para essa redução na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas - marcada para dezembro em Copenhague. Eles defenderam que se assine um compromisso político e que as metas sejam fechadas em um próximo encontro.
Lula disse que vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e para o presidente da China, Hu Jintao, para conversar sobre a negociação do clima. A proposta do Brasil é reduzir em quase 39% as emissões dos gases causadores do efeito estufa até 2020. Lula disse que espera que a iniciativa brasileira possa servir de motivação para outros países.
Segundo Lula, a apresentação dos números brasileiros serve para cobrar aqueles que passam o tempo inteiro querendo dar lições ao Brasil. De acordo com o presidente, os países que ainda não divulgaram suas metas não terão como escapar e, em breve, terão que mostrar seus números.
O presidente disse, ainda, que não acredita que o encontro de Copenhague perde força com o anúncio da China e dos Estados Unidos sobre a não definição de metas. Ele reafirmou que vai a Copenhague porque “nesse momento somente a presença dos líderes pode mudar alguma coisa”.
Enfim, Lula ‘jogou duro’ e mostrou que o Brasil está atento e, sobretudo, preocupado com a questão do efeito estufa. E apesar de ser considerado diplomático, o presidente brasileiro não poupou críticas aos outros países.

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