Nossa Cidade
- novembro 30, 2009
São Vicente registra o dobro de casos de dengue em 2009

O Departamento de Combate à Dengue registrou, até o mês de novembro, 36 casos da doença em toda Cidade. O número refere-se ao dobro contabilizado em 2008, ano em que o Município registrou 17 casos.
Segundo a chefe do Departamento, Carla Guerra, o aumento de casos ocorreu em diversas cidades pelo Brasil, o que não surpreende o setor responsável pela doença em São Vicente. Ela afirma que o leve aumento já era esperado para 2009, sobretudo devido à constante mudança climática. “A nossa região vem registrando chuvas e muito calor. Esses fatores contribuem diretamente para o desenvolvimento do aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue”.
Ainda de acordo com o Departamento, serviços de rotina e trabalhos educativos são intensificados durante o segundo semestre, objetivando que não ocorra um aumento na temporada.
Mesmo com a inspeção feita pelos agentes da dengue, além da divulgação sobre prevenções que devem ser tomadas, parte da população ainda não tem consciência dos malefícios que a doença pode trazer.
“De uma forma geral, as pessoas já possuem conhecimento sobre a importância de combater o vetor da dengue. Mas, infelizmente, alguns munícipes ainda esperam que o poder público faça todo serviço”, diz Carla.
Ela ressalta, ainda, que só com a ajuda da população a doença pode ser controlada. “Intensificamos nossos trabalhos durante o ano, sobretudo na parte educativa. Mas o munícipe precisa entender que a infestação do aedes e, consequentemente, a possibilidade do aumento de casos na Cidade é de responsabilidade de todos”, finaliza.
Para combater a proliferação da dengue, o Departamento de Combate realiza diversos trabalhos em São Vicente. Conheça a seguir cada um deles:
Casa a casa - A atividade do casa-a-casa consiste em visitas a todos os imóveis de uma determinada área para desenvolver ações de controle de criadouros. A atividade inclui ações de controle de vetor em todos os imóveis de cada setor, realizando orientações ao morador e proprietário dos imóveis, bem como aplicação de medidas de controle mecânico e alternativo com produtos caseiros de ação larvicida, quando necessário.
Ponto Estratégico - São denominados pontos estratégicos imóveis de maior importância na dispersão ativa e passiva do vetor, sendo ativa quando o vetor se dispersa em fase adulta, e passiva quando a dispersão é na fase de ovo, larva ou pupa.
Os pontos estratégicos devem ser trabalhados em atividades específicas sendo divididos em dois grupos. O ponto estratégico caracteriza-se pela visita em locais como ferro velho, desmanches, indústrias, reciclagens, entre outros. No ponto estratégico, além de ser realizado o controle do vetor, também é realizada a coleta de larvas.
Avaliação de Densidade Larvária (IB / Índice de Bretau): Já essa atividade objetiva trazer informações, levantar índices sobre positividade e existência de criadouros por área e setor. Consiste, ainda, na inspeção completa no imóvel (peri e intradomicílio), com pesquisa larvária (coleta de larvas), controle mecânico, tratamento alternativo e orientações referente ao controle de criadouros. São trabalhados imóveis por amostragem em quadras pré sorteadas, com periodicidade bimestral.
Imóveis especiais: Consiste na inspeção completa de imóveis de grande porte e não residenciais, que devem ter atenção especial por haver rotatividade de pessoas, como escolas, hospitais e creches. São estabelecimentos previamente cadastrados que não devem ser trabalhados pela equipe do casa a casa , mas por equipe específica, com periodicidade bimestral e tratamento focal (com larvicida).
Avaliação de pneus: Vistorias e, se necessário, recolhimento diário de pneus em borracharias e demais lugares que contenham estes materiais.





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