Editorial
- dezembro 14, 2009
Diagnóstico da política nacional
O combate à corrupção no país deve passar por uma redução no número de cargos de nomeação política e a valorização dos funcionários de carreira, que ingressam por concurso público. A opinião é de especialistas, que enxergam no trabalhador temporário uma presa fácil para esquemas corruptos, pois deve o seu salário aos interesses pessoais e partidários de quem o empregou e a quem deve favorecer.
Uma das causas principais de corrupção no Brasil é a enorme quantidade de pessoas para ocupar cargos de confiança que os governantes têm o direito de nomear. Isso causa uma deterioração da honestidade administrativa. O que um partido político quer com uma secretaria de estado ou com uma subprefeitura? É algo a se pensar.
O escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, é um reflexo deste tipo de esquema. É um exemplo claro de como esse loteamento do estado, por meio de cargos de confiança, significa uma verdadeira usina de corrupção. A nomeação política tem o efeito de tornar esse empregado público em um agente partidário. Pois se ele não se acertar com algum partido político, não vai ter grandes chances de progresso profissional.
O servidor recrutado por concurso público tem estabilidade, exatamente para que ele não sofra qualquer espécie de pressão. Mas quando a pessoa é recrutada para um cargo em comissão ou serviço temporário, não tem essa estabilidade. Se não cumprir a determinação de quem o indicou, a um simples gesto pode ser exonerado, ficando muito mais suscetível à pressão política.
O Brasil, sem dúvida alguma, possui potencial para evoluir em diversos segmentos. Entretanto, enquanto a política nacional agir dessa forma, o País dará um passo a frente e, em seguida, dois para trás. Já passou da hora de começarem a varrer a sujeira que está embaixo do tapete verde e amarelo.





Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.