Esporte nas escolas

A preparação e formação de um atleta no Brasil deve começar nas escolas. A ideia não é nova e já é uma realidade em vários outros países, mas voltou a ser defendida por diversos atletas e pelo presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), durante um fórum realizado da modalidade. A declaração vinda de pessoas de peso como a campeã olímpica Maurren Magi precisa ser vista com seriedade.
Isso porque no Brasil, não há esporte na escola. Tem o que é inserido na grade escolar, aquele esporte recreativo, em que o professor tem 50 minutos para desenvolver um programa. Uma proposta sugerida pelo medalhista olímpico Joaquim Cruz poderia ser adotada pelo governo brasileiro. Seria a criação de escolas-clubes, em que os ginásios das escolas poderiam ser utilizados mesmo quando o período escolar estivesse encerrado, com professores oferecendo aulas esportivas durante as férias. Em sua visão, cada escola poderia se especializar num determinado esporte e até disputar competições.
Projetos como esse fariam acabar com o desperdício de talentos no esporte brasileiro. Muitos atletas acabam desistindo de sonhos ou não reconhecendo aptidões simplesmente pela falta de oportunidade. Para isso acabar, é necessário a criação de uma política nacional adequada para as escolas, o que hoje é inexistente e torna a renovação de atletas cada vez mais complicada no País.
Essa é a melhor hora para que isso seja colocado em prática, já que o Brasil foi escolhido para ser sede das Olimpíadas de 2016. Falta estrutura não apenas para os atletas, mas para iniciação esportiva. Não adianta fazermos uma bela festa para o mundo. Precisamos trabalhar desde cedo para darmos condições dos nosso atletas brilharem no Rio de Janeiro.

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