Artigos
- dezembro 21, 2009
EMEIEF Maria Mathilde Santana: Uma grande família no bairro do Japuí

O campinho de futebol e a amarelinha pintados no chão, as piscinas de plástico, e a criançada se divertindo, dão idéia de uma grande família em sua casa. Na verdade, trata-se da Emeief Maria Mathilde de Santana, no bairro do Japuí. Mais do que uma unidade de ensino que atende cerca de 200 crianças, a escola proporciona conforto e atenção especial para seus alunos.
Antes da rede estadual do ensino, a Emeif Maria de Matilde Santana foi municipalizada há 21 anos, no dia 12 de novembro de 1988. O nome da escola é uma homenagem póstuma a uma antiga professora da rede de ensino de São Vicente. Maria Mathilde era professora da Escola Raquel de Castro.
Ninguém pode falar com mais propriedade sobre a única escola municipal do bairro do Japuí como a diretora Valéria Eugênia de Alvarenga. Afinal, são 27 anos no quadro de professores da Cidade, sendo 18 dedicados a este estabelecimento. Ela acompanhou toda evolução da escola como professora, coordenadora, e desde agosto como diretora da unidade.
“A gente sempre tenta melhorar cada vez mais”, diz a diretora, que conta com a ajuda da coordenadora Simone Abdulia. Ela conta das últimas conquistas obtidas na escola. Uma delas foi a aquisição de três piscinas de plástico para as crianças. “É um momento de recreação muito especial para os alunos. Mesmo a escola sendo pequena, conseguimos proporcionar muito lazer para eles”, conta Valéria Eugênia.
Além disso, um diferencial dos pequenos estudantes da Escola Maria Mathilde é a sala com computadores, onde as crianças utilizam uma vez por semana. No equipamento, elas realizam diversas atividades, brincam com jogos educativos, elaboram cartões e fazem pesquisas. “´Para eles é uma grande brincadeira, mas é muito importante porque é aqui que eles começam a se familiarizar com o computador”, conta.
Mas, um dos grandes projetos da escola é o Projeto Arte. Trata-se de um espaço especial montado na escola, com um espelho ocupando toda parede, várias fantasias, onde eles colocam a criatividade para funcionar. Lá, eles tiram fotos, se fantasiam, dançam e realizam uma série de atividades extra-classes.
“Uma vez por bimestre eles fazem uma apresentação de música ou dança para os outros alunos da escola mesmo e é muito divertido. Mas as mães começaram a cobrar que também queriam ver as apresentações e estamos marcando datas certas para elas podem ver seus filhos e tudo que é trabalhado na escola”, explica.
A diretora Valéria Eugênia encara a escola como uma grande família. Ao contrário de outras unidades de ensino, com milhares de alunos, lá ela pode tratar cada um com atenção especial. “Aqui sabemos o nome de cada um, sobre sua família, tem todo carinho. Um sonho meu seria que a escola continuasse até o 5º ano para continuarmos mais tempo participando da formação destas crianças”, revela.
Ela conta que as mães sentem muito falta da escola, quando os filhos tem que ser transferidos para escolas maiores. “Aqui tenho mães de aluno que já foram minhas alunas. É muito gratificante também encontramos outros alunos, que passarão por aqui, e depois vermos eles formados, bem sucedidos”.
O próximo projeto que será desenvolvido na Escola Maria Mathilde é o Projeto Horta. “Estamos procurando um especialista, porque temos um espaço e queremos esse contato a mais das crianças com a natureza”. Aliás, a preocupação com o meio ambiente é uma das prioridades do ensino e não é por menos. A escola fica bem no pé do Parque Estadual Xixová-Japuí. “Trabalhamos muito a conscientização com relação a preservação do meio ambiente e o lixo reciclável. Não só porque aqui é o lugar onde eles moram e ninguém melhor que eles para cuidarem das suas casas”, completa.
A Emeief Maria de Mathilde Santana fica na Rua Paulo Horcel, s/nº, no Japuí.





Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.