Cidades
- dezembro 28, 2009
Empresários planejam construir complexo aeroportuário em PG

Um grupo multinacional, representado pela empresa santista Seaways Engenharia, planeja construir um complexo aeroportuário - industrial, a sete quilômetros de distância da orla de Praia Grande, entre as praias do Canto do Forte e Vila Mirim, na direção dos Morros Xixová, Japuí e Ponta de Itaipu. O projeto foi apresentado ao prefeito Roberto Francisco dos Santos, na última terça-feira (15), pelo engenheiro naval e idealizador do empreendimento, José Carlos Macedo Harouche.
Na avaliação do prefeito Roberto Francisco, a concretização do projeto será um marco no desenvolvimento de Praia Grande e região, proporcionando o aumento da arrecadação tributária, emprego e renda à população. “O projeto em si é por demais interessante no aspecto do desenvolvimento de Praia Grande e da região, até porque não irá afetar as áreas urbanizadas do município. Trará também, se concretizado, um grande número de empregos diretos e indiretos, além da geração de impostos, que ajudarão a alavancar ainda mais o crescimento da cidade.
Por ser um projeto de grande complexidade e envergadura na área marítima, é claro que dependerá da aprovação dos órgãos ambientais das três esferas governamentais, e, por isto, ele deve ser muito bem avaliado, inclusive na esfera judicial, de forma a que possamos ter, no futuro, a concretização do empreendimento e não somente ficarmos no sonho de algo deste porte”.
Segundo Harouche, o complexo será formado por quatro ilhas artificiais, totalizando um território de 25 km², com porto de cargas e passageiros, áreas industriais, retroporto e aeroporto. Para proteger as ilhas contra as ondas serão implantados recifes artificiais, com mais de 20 km de extensão. O investimento estimado é de 15 bilhões de euros (cerca de R$ 38 bilhões). Ele ressaltou que, apesar de o projeto parecer demasiadamente grandioso, soluções semelhantes foram adotadas em outros países que não possuem áreas continentais para abrigar complexos portuários e industriais de grande porte.
A viabilização da proposta depende, porém, de autorizações da União, Estado e municípios, Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) e licenciamento ambiental de órgãos como o Ibama. A partir do licenciamento, a primeira etapa de execução do projeto compreende a construção do porto, com geração de até 15 mil empregos. A avenida portuária contará com 6 mil vagas de estacionamento.
O projeto será constituído por quatro ilhas artificiais, criadas a partir de estacas fincadas no oceano e aterradas com areia retirada do fundo do mar. A principal ligação será por túnel aberto no Morro do Japuí (trecho de Praia Grande), com prolongamento para a Rodovia dos Imigrantes. A saída do túnel será ligada às quatro ilhas por uma ponte de 700 metros. Também estão previstos conjunto de viadutos/mergulhão.
Na primeira ilha será instalado o porto de cargas, com calado de 20 metros, dimensionado para receber 70 navios simultaneamente, e áreas industriais com estaleiros e retroporto. No local haverá também um porto de passageiros para navios turísticos, ligado ao aeroporto por uma estação rodoviária e por uma estação de trem rápido, que conectará o complexo aos municípios da Grande São Paulo e Baixada Santista, seguindo pelo canteiro central da Rodovia dos Imigrantes.
O aeroporto internacional, localizado na maior das quatro ilhas artificiais, com uma pista de 3,5 km, terá capacidade para receber aviões de grande porte e um volume inicial de 20 milhões de passageiros ao ano. Em 12 anos, o aeroporto estará preparado para um fluxo anual de 60 milhões de pessoas. Na mesma aérea serão construídos dois hotéis, shopping, recinto para atendimento turístico e estação ferroviária. As outras duas ilhas de menor porte abrigarão complexos industriais de derivados do refino de petróleo e gás.
Apesar da grandiosidade do projeto e dos valores para executá-lo, o engenheiro reafirma o interesse de empreendedores, apesar de não revelar nomes. “Em diversos países onde as áreas continentais não atendem às necessidades para abrigarem complexos como esses, soluções semelhantes estão sendo empregadas. O conjunto de equipamentos é grande, mas os elementos são pequenos, em termos internacionais”, finalizou Harouche.





2 Comentários para “Empresários planejam construir complexo aeroportuário em PG”
Gostaria de entrar em contato com Dr. Harouche, se possível o mais rápido. Trata-se de um querido amigo de outrora e que há muito não o vejo. Preciso saber se é ele mesmo. Estou em Embú das Artes - SP.
Por regina barbosa em dez 30, 2009
Conheco o Dr. Harouche desde (1974)exatamente a 36 anos do Rio de Janeiro, Copacabana. Neste tempo ele trabalhava como engenheiro Naval no depto. de Nautica, da Mesbla. Moro hoje nos EUA, exatamente em Boston, sou uma pequena bem sucedida empresaria e cidada americana. Ficaria muito feliz em poder me comunicar com ele.
Agradece antecipadamente,
Marlucia
Por Marlucia Barboza Spellmeyer em abr 7, 2010