Nossa Cidade
- janeiro 28, 2010
Moradores da Rua José Bonifácio estão cansados de ficar ilhados

Os moradores da José Bonifácio não aguentam mais. Basta chover um pouco e a rua enche. Aqueles que “dão sorte” de estar em casa, ficam “ilhados” até a nível de água diminuir. Já os que estão na rua precisam molhar as calças e enfrentar a água até chegar em casa.
O problema, que também é vivido em outras ruas do Centro e em outros bairros de São Vicente, está revoltando não apenas os moradores, mas quem precisa passar diariamente pela rua. No trecho que a Rua José Bonifácio fica inundada, além de ser caminho para diversos ambulantes chegarem à praia, também fica o Colégio Martim Afonso de Souza, e o Serviço de Assistência Especializada da Secretaria de Saúde de São Vicente, além de estar ao lado do Brisamar Shopping, o maior empreendimento da história da Cidade.
O JV flagrou o transtorno causado pela chuva na última terça-feira na via. Carros parados, ambulantes e pedestres atravessando a rua inundada. De acordo com a maioria dos moradores, o problema é a falta de manutenção dos bueiros do local, que vivem sujos e entupidos. Outros acreditam que eles precisam ser ampliados para acabar com o problema.
A reivindicação dos moradores é antiga. Weber Procida mora há 22 anos no local e diz que a rua sempre encheu. “Já pedimos várias vezes providências para a Prefeitura. Acho que o bueiro é pequeno em relação ao volume de água”, opina. “Já fiquei muitas vezes em casa esperando a chuva passar para sair, mesmo com automóveis é difícil”, diz.
Quem também mora há muito tempo no local é Valdir José Martins, que também atribui a enchente não apenas aos bueiros entupidos. “Acho que o encanamento é estreito e não dá vasão para a água”. Ele conta que a água passa 1 metro de altura. “É um caos total. Já passei com água na cintura, ficamos ilhados em casa e não temos por onde passar”.
Para Benedito Pedro de Oliveira, morador do bairro, todas as ruas com declive enchem, porque não há cuidados necessários. “As bocas de lobo ficam entupidas, pagamos nossos impostos e não temos essa contrapartida”, reclama. Ele diz que já andou com o pé na água e que o problema também é frequente em outros bairros como Vila Valença e Parque Bitaru.
Os que passam diariamente pelo local também reclamam. Raimundo de Oliveira passa com o carrinho para trabalhar na faixa de areia da Praia do Gonzaguinha há cinco anos. “Sempre que chove a água passa de 1 metro de altura. Alguém precisa se responsabilizar por isso. Muitas vezes precisamos esperar a chuva abaixar, é tempo que perdemos”.
De acordo com a Defesa Civil, os pontos de alagamento registrados ontem foram em decorrência do grande volume de chuva em curto espaço de tempo e que o nível pluviométrico atingiu 55 milímetros em apenas três horas. A Prefeitura informou também que a limpeza dos bueiros é realizada com freqüência e que campanhas educativas para que o munícipe não jogue lixo nas vias são constantes.





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