Editorial
- fevereiro 17, 2010
Negociação cautelosa
Transparente e justo. Esse foi o pedido feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Carl Bildt, ao falar sobre o processo de compra dos 36 caças para renovação da frota aérea brasileira por parte do governo. Bildt evitou se referir às informações de que o Brasil havia escolhido um consórcio francês em detrimento do sueco e do norte-americano.
O governo brasileiro decidirá por uma das três concorrentes - a sueca Saab, fabricante do modelo Gripen NG; a norte-americana Boeing, responsável pelo caça F-18 Super Hornet, e o consórcio Rafale International, liderado pela francesa Dassault.
Anteriormente, Amorim avisou que a decisão final seria política, e não apenas técnica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidirá sobre a compra dos aviões de caça em parceria com Jobim. Depois da reunião com o ministro sueco, Amorim garantiu que o processo de escolha da empresa é transparente.
No final do próximo mês, os reis da Suécia, Carlos Gustavo e Sílvia, estarão no Brasil. A rainha Sílvia nasceu no Brasil e ainda mantém vínculos com o país. Isso, de certa forma, gera pontos aos suecos e faz a negociação dar mais um passo.
Ao que parece, os escândalos políticos envolvendo o Brasil nos últimos anos, obviamente, não soaram bem em terras alheias. E até o ministro sueco conhece o “jeitinho brasileiro” e a sujeira jogada para debaixo do tapete da política nacional. No mínimo, o “gringo” foi orientado para ter cautela ao negociar com os brasileiros.





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