Vista grossa

Por muito pouco, uma manifestação de apoio ao governador licenciado do Distrito Federal José Roberto Arruda (sem partido) não acabou em violência na última quarta (17). Desde o último dia 11, ele está preso na Superintendência da Polícia Federal, Brasília, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Arruda teve a prisão preventiva decretada como suspeito de tentar subornar uma testemunha de um esquema de corrupção que teria envolvido o governo do DF, deputados distritais e empresários.
Reunidos do lado de fora da Superintendência da PF, um grupo de cerca de 70 simpatizantes de Arruda realizava uma manifestação quando um homem se aproximou e, em silêncio, amarrou na cerca bonecos de espuma com as fotos do governador e dos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, além de uma bandeira do Brasil e de algumas faixas.
Em seguida, o homem, que se identificou apenas como “Rivanor de Sousa, um índio”, ateou fogo aos bonecos. Quando as chamas atingiram a bandeira (que não chegou a pegar fogo) os simpatizantes de Arruda passaram a hostilizá-lo, tentando inclusive detê-lo. Policiais militares assistiram à confusão sem fazer nada. Os simpatizantes de Arruda também hostlizaram jornalistas que estavam no local.
Parado ao lado de uma faixa onde se lia “Brasília está órfã”, o presidente da União de Proprietários de Trailers e Quiosques do Distrito Federal, Luiz Ribeiro, disse que a intenção do grupo que apoia a libertação de Arruda era fazer uma manifestação pacífica, encerrada com uma oração.
O que mais assusta é a vista grossa de muitos brasileiros para o caso Arruda. Tanto a falta de interesse na política nacional como o apoio a Arruda enfraquecem o País, uma vez que já fora comprovado todas as ilegalidades cometidas pelo governador.

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