Editorial
- março 4, 2010
Pulseirinhas proibidas
Uma lei de um vereador na cidade de Navegantes, em Santa Catarina, e aprovada pelo prefeito da Cidade está causando polêmica em todo Brasil. Na verdade, despertou para algo antes pouco percebido. De acordo com a nova lei, está proibido o uso das “pulseiras do sexo” em alunos das escolas municipais.
Para quem ainda não sabe da pulseirinha, basta reparar com um pouco mais de atenção no pulso dos jovens andando pelas ruas. A “brincadeira” funciona da seguinte forma: uma menina coloca diversas pulseiras de silicone coloridas no braço e o colega tenta arrebentar um dos adereços. Cada cor representa um “carinho”, que vai desde um abraço até sexo; quem arrebentar receberá a “prenda” da dona da pulseira.
Segundo o vereador, além de proibir o uso das pulseiras, a lei prevê que o corpo docente e a direção das escolas realizem reuniões com os pais dos alunos para esclarecer sobre essa medida e orientá-los acerca de questões que envolvem relações sexuais.
Obviamente que nem todas as crianças e adolescentes que usam as tais pulseiras são adeptos as brincadeiras no seu sentido original. E isso é motivo de mais preocupação. Mais do que um vereador querer restringir o uso do adereço, é necessária a conscientização dos pais que deve estar cada vez mais atento ao que os filhos falam, fazem e utilizam.
Por isso, fica a dica para que esse dialógo pai e filho seja cada vez mais aberto e façam entender do perigo de ver crianças entre 10 e 12 anos utilizando uma linguagem não apropriada para a idade devido a este modismo.





Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam necessariamente o ponto de vista da Editora, podendo até mesmo ser.